21 de dezembro de 2008

Deco

Anderson Luiz de Sousa (Deco), nasceu no dia 27 de Agosto de 1977 em São Bernardo do Campo, município de São Paulo; Brasil.
Começou por se iniciar aos 9 anos de idade no Bonfim Recreativo e Social, depois passou pelo Guarani F.C., Nacional A.C., até que chegou ao S.C. Corinthians onde se estreou na equipa principal contra o Clube Atlético Mineiro. Rumou ao S.C. Corinthians Alagoano em 1997.
No inicío da temporada de 1997/98 chegou a Portugal para ingressar no S.L. Benfica mas acabou por seguir directamente para o Ribatejo onde foi jogar no F.C. Alverca, tornoando-se um dos melhores jogadores da equipa. Na temporada seguinte mudou-se para o S.C. Salgueiros, continuou com as boas exibições e foi só uma questão de tempo até dar o salto na carreira.
Em Março de 1999 chegou ao Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 10 de Abril de 1999 no Estádio das Antas, quando substituiu Chainho aos 45 minutos, no jogo da 27ª jornada contra o S.C. Braga que os portistas venceram por 1-0.
Logo nessa época, Deco sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez e teve o seu nome registado na história dos jogadores que ajudaram a vencer o Penta-Campeonato.
Na temporada seguinte venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e conquistou a Taça de Portugal frente ao Sporting C.P. na finalíssima com uma vitória por 2-0 com Deco a marcar um grande golo de livre.
Na época de 2000/01 voltou a repetir o triunfo na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0.
Na temporada seguinte conquistou apenas a Supertaça Cândido de Oliveira ao derrotar o Boavista F.C. por 1-0 no Estádio dos Arcos.
Em 2002/03, Deco teve uma das suas melhores épocas e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, venceu de novo a Taça de Portugal após vitória por 1-0 sobre o União de Leiria na final, e ganhou a Taça UEFA ao derrotar os escoceses do Celtic F.C. por 3-2, num jogo electrizante e debaixo de um calor abrasador.
A temporada seguinte voltou a ser recheada de vitórias que começou com nova vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e mais um Campeonato Nacional ganho com total superioridade. Mas a maior conquista estava destinada para o ultimo jogo da temporada, a Final da Liga dos Campeões que o F.C. Porto venceu ao derrotar os franceses do A.S. Mónaco por 3-0 com Deco a marcar o segundo golo, o que seria o ultimo com a camisola dos Dragões.
No final dessa temporada deixou o F.C. Porto. Com a camisola azul e branca, Deco conquistou 11 Títulos, disputou 229 jogos oficiais e marcou 48 golos.
Em 2004/05 transferiu-se para o F.C. Barcelona. No clube da Catalunha esteve durante quatro temporadas e foi por duas vezes Campeão de Espanha, venceu a Supertaça de Espanha também por duas vezes e voltou a ganhar a Liga dos Campeões na época de 2005/06.
Na temporada de 2007/08 viajou para Inglaterra onde representou o Chelsea F.C.. Com a camisola dos Blues Deco venceu um Campeonato de Inglaterra, ganhou duas Taças de Inglaterra e conquistou uma Supertaça de Inglaterra.
Em Agosto de 2010 regressou ao Brasil para vestir a camisola do Fluminense F.C.. Ao serviço do clube do Rio de Janeiro, Deco conquistou por duas vezes o Campeonato do Brasil e um Campeonato Carioca.
No dia 26 de Agosto de 2013 anunciou o ponto final na sua rica carreira de futebolista.
Em 29 de Março de 2003, Deco estreou-se com a camisola da Selecção de Portugal, num jogo contra o Brasil no Estádio das Antas. Foi uma estreia que não poderia ter corrido melhor já que Deco foi o autor do golo da vitória com que Portugal derrotou a Selecção Canarinha.
Depois disso esteve presente nos Campeonatos da Europa de 2004 e de 2008 e esteve também nos Campeonato do Mundo de 2006 e 2010. Vestiu a camisola das Quinas por 32 vezes e marcou 2 golos.
No dia 25 de Julho de 2014 reuniu grande parte dos seus amigos com quem jogou no F.C. Porto e também do F.C. Barcelona para um jogo que serviu de despedida oficial dos relvados mas também de homenagem. O cenário foi o Estádio do Dragão que teve a lotação esgotada para a festa de Deco mas também para voltar a ver a equipa portista que venceu a Liga dos Campeões de 2004. Deco vestiu novamente a camisola dos dois clubes com que se sagrou Campeão da Europa e terminou o jogo a apontar um monumental golo e a ouvir o apoio dos adeptos.

Palmarés
2 Ligas dos Campeões
1 Taça UEFA
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Campeonatos de Espanha
2 Campeonatos do Brasil
1 Campeonato de Inglaterra
1 Campeonato Carioca
3 Taças de Portugal
2 Taça de Inglaterra
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Supertaças de Espanha
1 Supertaça de Inglaterra

14 de dezembro de 2008

Acúrcio

Acúrcio Freire Alves Carrelo nasceu no dia 16 de Março de 1931 em Oeiras.
Juntamente com Américo, Pinho e Barrigana, marcou uma época no Futebol Clube do Porto e no futebol português.
É curioso que, tal como vários atletas do seu tempo, Acúrcio tenha dividido o seu tempo entre o futebol e outra modalidade onde jogava como avançado: o Hóquei em Patins.
Apesar de nesse tempo os jogadores terem a possibilidade de representar os clubes em várias modalidades, as condições nem sempre eram as melhores. Recentemente, Acúrcio deu uma entrevista onde recordou as dificuldades que os jogadores do seu tempo enfrentavam para treinar e jogar: “Havia uma parte do percurso que tinha de fazer a pé, porque não havia transportes para o estádio”.
A sua estreia na equipa principal dos Dragões aconteceu no dia 1 de Janeiro de 1956 no Estádio das Antas onde os portistas venceram o Sporting C.P. por 3-1, numa partida a contar para a 12ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1955/56.
Acúrcio foi Campeão Nacional pelo F.C. Porto em 1955/56 e 1958/59, conquistou a Taça de Portugal de 1955/56 e venceu a Taça Associação de futebol do Porto por 4 vezes.
No jogo da 26ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1957/58 o F.C. Porto viagou até Lisboa para defrontar o C.F. Belenenses no ultimo jogo desse campeonato. Aos 4 minutos de jogo e quando os portistas já venciam por 1-0, Acúrsio marca o segundo golo dos Dragões num remate de baliza a baliza, depois fracturou um braço e continuou a defender durante quase meia-hora. O resultado final foi a vitória do F.C. Porto por 3-1.
Acúrsio foi o guarda-redes portista na estreia dos Dragões nas competições europeias na época de 1956/57 quando o F.C. Porto defrontou os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus.
As fantásticas exibições, ao serviço do F.C. Porto, também valeram a Acúrcio oito chamadas à Selecção Nacional (Acúrcio também foi internacional no Hóquei em Patins), tendo-se estreado por Portugal a 21 de Maio de 1959.
Em 1961 rumou a Moçambique para jogar pelo Ferroviário de Lourenço Marques onde se sagrou Campeão Colonial nesse mesmo ano.
Faleceu no dia 9 de Janeiro de 2010.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
4 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Campeonato Colonial de Moçambique

fonte: texto retirado com a devida autorização do blog: paixaopeloporto.blogspot.com 

7 de dezembro de 2008

André

António dos Santos Ferreira André nasceu no dia 24 de Dezembro de 1957 em Vila do Conde.
Fez toda a sua formação no Rio Ave F.C. até que em 1976/77 integrou o plantel principal dos vilacondenses. na temporada seguinte ingressou no G.D. Ribeirão e em 1978/79 passou a defender as cores do Varzim S.C., onde jogou durante 5 temporadas e começou a despertar o interesse de clubes maiores com as suas boas exibições.
Em 1984/85 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Outubro de 1984 no Estádio das Antas qundo os portistas receberam e venceram o S.C. Farense por 5-0, com André a marcar o ultimo golo, o jogo contou para a 7ª jornada do Campeonato Nacional de 1984/85.
Logo na primeira temporada com a camisola dos azuis e brancos, André sagrou-se Campeão Nacional, Título que viria a repetir na temporada seguinte.
Em 1986/87 aconteceu a primeira grande conquista da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus depois da vitória sobre os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1 na final em Viena na Áustria. Juntou ainda a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte continuou no caminho das vitórias, ao conquistar o título de Campeão Nacional, a Taça de Portugal, e mais importante, a Taça Intercontinental ganha no Japão frente ao C.A. Peñarol do Uruguai, ao que se juntou a vitória na Supertaça Europeia ao derrotar os holandeses do Ajax F.C.
Em 1989/90 voltou a sagrar-se Campeão Nacional e a vencer a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1990/91 esteve presente no estádio do Jamor onde ganhou mais uma Taça de Portugal, e venceu também mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte de novo foi Campeão Nacional, Título que repetiu na época que se seguiu onde voltou a conquistar mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 1993/94 venceu a sua terceira Taça de Portugal.
Na época de 1994/95 conquistou mais uma Supertaça Cândido de Oliveira e sagrou-se Campeão Nacional, o que seria a sua última vitória como jogador já que no final dessa época colocou um ponto final na sua brilhante carreira de futebolista.
André esteve 11 temporadas ao serviço do F.C. Porto. Conquistou 18 Títulos, disputou 382 partidas oficiais e marcou 27 golos.
Vestiu também a camisola da Selecção Nacional por 19 vezes e marcou presença no Campeonato do Mundo de 1986.
Continuou ligado ao Futebol Clube do Porto onde fez parte da equipa de técnica e de Scout.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
7 Campeonato Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taça de Portugal
5 Supertaça Cândido de Oliveira

30 de novembro de 2008

Aloísio

Aloísio Pires Alves nasceu no dia 16 de Agosto de 1963 em Pelotas no estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
Começou a jogar futebol no clube da sua terra, o Grémio Esportivo Brasil, até que no ano de 1982 mudou para o S.C. Internacional tendo chegado a sénior no ano de 1985. No clube do Rio Grande do Sul permaneceu até 1988, ano em que representou a Selecção do Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul onde os brasileiros chegaram à final mas que foram derrotados pela União Soviética no prolongamento.
No início da temporada de 1988/89 foi contratado pelo F.C. Barcelona. No clube da Catalunha permaneceu duas épocas onde venceu a Taça dos Clubes Vencedores das Taças em 1988/89 e a Taça de Espanha em 1989/90.
Na temporada de 1990/91 ingressou no Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 7 de Agosto de 1990 no Estádio José Gomes, na Amadora, onde os portistas defrontaram o C.F. Estrela da Amadora, num jogo que contou para a 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira de 1990/91. Nesse primeiro encontro, o F.C. Porto perdeu por 2-1 mas na semana seguinte no Estádio das Antas os azuis e brancos alacnçaram a vitória por 3-0 e venceram o troféu em disputa, sendo assim a primeira conquista de Aloísio com a camisola do F.C. Porto. Ainda nessa época de 1990/91, venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final disputada no Estádio do Jamor, o S.C. Beira-Mar por 3-1.
Aloísio jogou de Dragão ao peito durante 11 temporadas e tornou-se assim o jogador estrangeiro com mais jogos disputados (474) e mais Títulos conquistados (19).
Nos 11 anos em que vestiu de azul e branco fez dupla de centrais com: Geraldão, José Carlos, Paulo Pereira e com os portugueses Fernando Couto e depois com Jorge Costa.
Foi por 7 vezes Campeão Nacional e esteve em todos os cinco campeonatos do célebre Penta onde foi o jogador mais utilizado. Venceu 5 Taças de Portugal e 7 Supertaças Cândido de Oliveira.
Em 1994 chegou à meia-final da Liga dos Campeões, infelizmente perdida para o seu ex-clube, o F.C. Barcelona.
No final da temporada de 2000/01 colocou um ponto final na carreira de jogador e passou a abraçar a carreira de treinador. Começou por fazer parte da equipa técnica de F.C. Porto em 2003/04 e 2004/05, até que em 2005/06 passou a ser o treinador da equipa B dos Dragões. Na época seguinte começou por ser técnico do A.C. Vila Meã mas depois, ainda antes do meio da temporada, acompanhou Jorge Costa na equipa técnica do S.C. Braga até ao final da época de 2007/08.
Em 2009 assumiu o cargo de diretor desportivo do Porto Alegre C.F., função que exerceu durante duas temporadas. Em 2012 regressou a Portugal para desempenhar igual cargo no Gil Vicente F.C. Em 2014 regressou ao Brasil e ao Porto Alegre C.F. para ser o treinador principal, lugar que ocupou até 2016.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Vencedores das Taças
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
7 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Espanha

23 de novembro de 2008

António Lino Moreira

António Lino Moreira nasceu no dia 12 de Setembro de 1896 em Leça da Palmeira.
Foi o primeiro guarda-redes da história do Futebol Clube do Porto a vencer um campeonato.
Lino Moreira, quando ingressou no F.C. Porto, vindo do Leça F.C. foi logo considerado o melhor ou um dos melhores jogadores portugueses no seu lugar e, numa altura em que existiam excelentes valores, como Carlos Guimarães e Ernesto Viegas, falou-se muito na sua “internazionalização”.
A estreia na equipa principal do F.C. Porto aconteceu no dia 4 de Junho de 1922 no Campo da Constituição, numa partida a contar para a 1ª mão da final do Campeonato de Portugal da temporada de 1921/22. Um jogo que o F.C. Porto venceu por 2-1 e que permitiu conquistar o título de Campeão depois de nova vitória sobre os leoninos na finalissima por 3-2.
No primeiro e segundo Portugal – Espanha, em futebol, esteve Lino para ser utilizado.
Na época de 1921/22, António Lino Moreira contribuiu largamente para a vitória do F.C. Porto no primeiro campeonato nacional de futebol, mas dois anos mais tarde, ainda em boa forma, cedeu o lugar aos novos, depois de muitas exibições admiráveis.
Conquistou ainda por duas vezes o Campeonato do Porto.
Faleceu no dia 10 de Março de 1971 e encontra-se sepultado no cemitério nº1 de Leça da Palmeira.

Palmarés
1 Campeonato de Portugal
2 Campeonatos do Porto


fonte: revista Dragões nº 11

16 de novembro de 2008

Bobby Robson

Sir Robert William Robson (Bobby Robson), nasceu no dia 18 de Fevereiro de 1933 em Sacriston na Inglaterra.
Enquanto jogador vestiu a camisola do Fulham F.C. clube que representou 11 temporadas, e do West Bromwich Albion, durante 6 temporadas. Já no final da carreira representou os canadianos do Vancouver Royals onde foi treinador/jogador.
Começou a carreira de treinador no clube canadiano mas logo transferiu-se para o Fulham F.C. Na temporada de 1968/69 mudou-se para o Ipswich Town onde se manteve até a época de 1981/82. Ao serviço do clube da cidade de Ipswich, Robson venceu a Taça de Inglaterra em 1977/78 ao derrotar o Arsenal F.C. na Final. Venceu também a Taça UEFA em 1980/81 depois de vencer o AZ Alkmaar.
Em 2008 foi nomeado Presidente honorário do Ipswich Town como forma de gratidão pelo trabalho que realizou no clube.
Na temporada de 1982/83 foi convidado para dirigir a Selecção da Inglaterra onde esteve presente nos Campeonatos do Mundo do México em 1986 e de Itália em 1990. No México foi eliminado pela Argentina por causa de um golo marcado com a mão de Maradona, e em Itália perdeu nas meias-finais perante a Alemanha.
Nas épocas de 1990/91 e 1991/92 foi treinador do PSV de Eindhoven e sagrou-se Campeão nas duas temporadas.
Em 1992/93 mudou-se para o Sporting C.P. onde esteve uma época e meia até que foi despedido por Sousa Cintra depois da eliminação frente ao Casino Salzburgo.
A meio da temporada de 1993/94 chegou ao Futebol Clube do Porto.
Conquistou a Taça de Portugal derrotando na finalíssima o clube que o tinha despedido, o Sporting C.P. E chegou à meia-final da Liga dos Campeões onde foi derrotado pelo F.C. Barcelona.
Em 1994/95 e 1995/96 ainda ao serviço do F.C. Porto, sagrou-se Bi-Campeão Nacional e ainda venceu uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 1996/97 mudou-se para o F.C. Barcelona onde venceu a Taça da Espanha e a Taça dos Vencedores das Taças.
Na temporada seguinte voltou ao PSV e depois em 1999/2000 regressou a Inglaterra para orientar o seu clube do coração, o Newcastle United onde se manteve até terminar a carreira na temporada de 2004/05.
Foi condecorado com a Ordem do Império Britânico em 1990 e com o título de Cavaleiro em 2002, ambos pelos seus serviços prestados ao futebol.
Faleceu no dia 31 de Julho de 2009, vitima de cancro.

Palmarés
1 Taça dos Vencedores das Taças
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Campeonatos da Holanda
1 Taça de Portugal
1 Taça de Espanha
1 Taça de Inglaterra
1 Supertaça Cândido de Oliveira

2 de novembro de 2008

Juary

Juary Jorge dos Santos Filho nasceu no dia 16 de Junho de 1959 em S. João de Meriti; Brasil.
Iniciou-se na formação do Santos F.C. onde passou a profissional em 1977. No clube de São Paulo manteve-se durante três anos e venceu o Campeonato Paulista de 1978. Na temporada de 1979/80 transferiu-se para o América do México e na época seguinte viajou para Itália onde representou o U.S. Avellino (1980/81 e 1981/82), Inter de Milão (1982/83), Ascoli (1983/84) e o U.S. Cremonese (1984/85).
Na temporada de 1985/86 ingressou no Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 1985 no Estádio das Antas quando os portistas receberam e venceram o S.L. Benfica por 2-0, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86. Foi também nessa partida que Juary apontou o seu primeiro golo em jogos oficiais com a camisola azul e branca ao abrir o marcador logo aos 4 minutos.
Ainda nessa temporada ficou para a memória de todos os portistas a partida da 2ª mão da Taça dos Clubes Campeões Europeus que o F.C. Porto disputou contra o F.C. Barcelona nas Antas, depois de ter perdido o primeiro jogo por 2-0 em Camp Nou. Juary entrou aos 66 minutos e marcou os 3 golos da vitória mas que não foram suficientes para eliminar os espanhóis que conseguiram marcar 1. No final dessa temporada, Juary sagrou-se Campeão Nacional.
Na época de 1986/87, Juary conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira, mas o pequeno brasileiro voltou a ser importante na caminhada europeia que levou o F.C. Porto a Viena, para disputar a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde derrotou os alemães do F.C. Bayern de Munique por 2-1, e com Juary fazer a assistência para o primeiro golo apontado por Madjer, e a marcar o segundo golo que selou a vitória dos Dragões.
Na temporada seguinte voltou a conquistar o Título de Campeão Nacional e a vencer a Taça de Portugal. Mas tal como tinha acontecido na época anterior, as principais conquistas foram alcançadas a nível internacional. Primeiro foi a épica vitória na Taça Intercontinental defronte do C.A. Peñarol do Uruguai num jogo disputado em Tóquio sobre um manto de neve. Um mês mais tarde nova conquista, desta vez na Supertaça Europeia onde o F.C. Porto defrontou e venceu os holandeses do Ajax F.C. por 1-0 nas duas mãos.
No final dessa época de 1987/88, Juary deixou o F.C. Porto onde esteve durante três temporadas e onde conquistou 7 Títulos, disputou 60 partidas oficiais e marcou 19 golos.
Ainda em 1988, Juary regressou ao Brasil onde representou a Associação Portuguesa dos Desportos, ainda nesse ano de 1988 regressou a Portugal para ingressar no Boavista F.C., onde disputou apenas dois jogos. Em 1989 voltou ao seu clube de sempre, o Santos F.C.. Em 1990 e 1991 jogou no Moto club de São Luís. No ano de 1993 terminou a sua carreira no Vitória F.C. de Santo Antão.
Mais tarde voltou ao Santos F.C. para fazer parte do departamento de formação como avaliador das categorias de base do emblema paulista.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato Paulista

26 de outubro de 2008

Rolando

José Rolando Andrade Gonçalves nasceu no dia 11 de Junho de 1944 no Porto.
Depois de ter passado por todos os escalões de formação do Futebol Clube do Porto, passou a sénior na temporada de 1962/63, rumando a Paranhos para jogar por empréstimo no S.C. Salgueiros.
Em 1963/64 regressou ao F.C. Porto para integrar o plantel portista.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 16 de Fevereiro de 1964 no Estádio Padinha em Olhão, onde os portistas empataram 1-1 com o S.C. Olhanense, num jogo a contar para a 18ª jornada do Campeonato Nacional de 1963/64.
Foi um dos titulares da equipa portista que no dia 16 de Setembro de 1964 venceram os franceses do Olimpique Lyonnais por 3-0 e que marcou a primeira vitória do F.C. Porto nas competições europeias.
Venceu a Taça de Portugal na época de 1967/68 jogo em que o F.C. Porto derrotou o V. Setúbal por 2-1 no Estádio do Jamor.
Conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por duas vezes, em 1964/65 e 1965/66.
Rolando que esteve 12 épocas ao serviço do F.C. Porto, viveu grandes momentos para além dos títulos. Foi um dos futebolistas que integrou a comitiva portista que a convite do São Paulo F.C. participou no jogo inaugural do novo Estádio do Morumbi, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, isto em Janeiro de 1970. Foi um dos títulares na equipa que derrotou o S.L. Benfica por 4-0, golos de Lemos, no Estádio das Antas em Janeiro de 1971, no jogo da 18ª jornada do Campeonato Nacional da temporada de 1970/71.
Com a camisola azul e branca, Rolando disputou 305 partidas oficiais e apontou 6 golos.
Em 1975/76 transferiu-se para o F.C. Paços de Ferreira para na temporada seguinte ingressar no F.C. Penafiel, seguiu-se o S.C. Freamunde e em 1979/80 ingressou no A.A. Avanca onde no final dessa temporada terminou a sua carreira de jogador.
Rolando representou também a Selecção Nacional por 8 vezes.
Depois de terminada a sua carreira de futebolista, Rolando foi treinador-adjunto de Rodolfo no F.C. Tirsense. Regressou ao F.C. Porto para treinar as camadas jovens onde foi Campeão. Passou depois a fazer parte do departamento de Scouting dos Dragões.

Palmarés
1 Taça de Portugal 2 Taças Associação de Futebol do Porto

19 de outubro de 2008

Benni McCarthy


Benedict Saul McCarthy nasceu no dia 12 de Novembro de 1977 na Cidade do Cabo na África do Sul.
Benni fez a sua estreia como futebolista profissional com apenas 17 anos, na temporada de 1995/96 na equipa do Seven Stars na qual permaneceu na época seguinte até que foi contratado pelo Ajax F.C. de Amesterdão.
Em 1997/98 e já ao serviço do clube holandês, Benni sagrou-se Campeão e conquistou a Taça da Holanda, competição que voltou a vencer na temporada seguinte.
Na época de 1999/2000 o avançado africano transferiu-se para o Celta de Vigo de Espanha onde venceu a Taça Intertoto.
A meio da temporada de 2001/02 Benni foi emprestado ao Futebol Clube do Porto. Estreou-se com a camisola dos Dragões no dia 10 de Fevereiro de 2002 num jogo contra o S.L. Benfica em que os portistas venceram por 3-2. Benni actuou ainda em mais 10 jogos e marcou 12 golos. No final desse campeonato os espanhois do Celta de Vigo chamaram-no de volta apesar da vontade do jogador ser ficar no F.C. Porto. Mas definitivamente os ares de Espanha não lhe eram favoráveis e assim no final de 2002/03 McCarthy voltou ao Futebol Clube do Porto, desta vez a título definitivo.
Na época de 2003/04, Benni sagrou-se Campeão Nacional onde foi o melhor marcador ao apontar 20 golos e venceu também a Supertaça. Mas a principal conquista foi a Liga dos Campeões onde o sul-africano marcou 4 golos.
Em 2004/05 o avançado conquistou mais uma Supertaça, e em Dezembro no Japão conquistou a Taça Intercontinental depois do F.C. Porto derrotar os colombianos do Once Caldas.
Na temporada de 2005/06 voltou a vencer o Campeonato Nacional e ainda juntou a conquista da Taça de Portugal. No final dessa temporada, e como era seu desejo, rumou a Inglaterra onde ingressou no Blackburn Rovers F.C. tendo conquistado pela segunda vez a Taça Intertoto. Em 2009/10 mudou-se para o West Ham United F.C.
No inicio da temporada de 2011/12, regressou à África do Sul e ingressou no Orlando Pirates F.C. clube que representou também em 2012/13 e onde venceu a Supertaça Sul-Africana, a Taça de África do Sul e o campeonato Sul-Africano.
Em Junho de 2013 anunciou o final da sua carreira de futebolista.
A temporada de 2015/16 foi a sua época de estreia como treinador ao comandar os juniores escoceses do Hibernian F.C., na temporada seguinte foi um dos adjuntos nos belgas do Sint-Truiden e em 2017/18 regressa à África do Sul para orientar a equipa principal do Cape Town City F.C. 
Benni representou ainda a Selecção da África do Sul por diversas vezes e marcou presença nos Mundiais de França 1998 e da Coreia/Japão 2002.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou ao Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de despedida e homenagem a Deco, tendo mesmo apontado um golo.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
2 Taças Intertoto
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato da Holanda
1 Campeonato África do Sul
2 Taças da Holanda
1 Taça de Portugal
1 Taça de África do Sul
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Supertaça de África do Sul

12 de outubro de 2008

Lima Pereira

António José Lima Pereira nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1952 na Póvoa de Varzim.
Depois de passar pelos escalões de formação do Varzim S.C. integrou o plantel principal dos poveiros no inicia da época de 1971/72. Defendeu a camisola dos Lobos do Mar durante sete épocas.
Na temporada de 1978/79 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 13 de Setembro de 1978 no Estádio Enea Filadélfia, em Atenas, onde os portistas defrontaram o A.E.K. de Atenas, numa partida a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1978/79.
Ao serviço do F.C. Porto, Lima Pereira venceu praticamente tudo o que poderia ter vencido. 4 Campeonatos Nacionais (1978/79, 1984/85, 1985/86 e 1987/88). 2 Taças de Portugal (1983/84 e 1987/88). 4 Supertaças Cândido de Oliveira (1981/82, 1983/84, 1984/85 e 1987/88). 2 Taças Associação de Futebol do Porto (1980/81 e 1983/84). Mas ainda havia mais Títulos.
Na época de 1986/87, Lima Pereira sagrou-se Campeão Europeu, apesar de não ter dado o seu contributo na final contra os alemães do F.C. Bayern Munique por se encontrar lesionado, no entanto o defesa central era um dos pilares da equipa orientada por Artur Jorge.
O período dourado da carreira de Lima Pereira continuou na temporada seguinte com a conquista da Taça Intercontinental, ganha em Tóquio no Japão contra o Campeão sul-Américano, C.A. Peñarol. Um jogo épico, disputado debaixo de neve e que o F.C. Porto venceu por 2-1. e dessa forma, Lima Pereira, junto com Fernando Gomes, levantaram os troféus (Taça Intercontinental e Troféu Toyota).
No final da época de 1988/89 deixou o Futebol Clube do Porto.
Apesar de ter chegado ao F.C. Porto com 27 anos, Lima Pereira ainda jogou durante 11 temporadas de Dragão ao peito. Disputou 264 jogos oficiais, marcou 12 golos e conquistou 15 Títulos. Ainda jogou mais duas temporadas no F.C. Maia até que na época de 1990/91 deu por terminada a sua carreira de futebolista.
Lima Pereira representou por 20 vezes a Selecção Nacional pela qual esteve presente no Campeonato da Europa que se realizou em 1984 na França e que Portugal chegou à meia-final.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

5 de outubro de 2008

Szabo


Joseph Szabo nasceu no dia 11 de Maio de 1896 em Gonyo na Hungria.
Começou a jogar futebol com 14 anos no clube da sua terra o Gyor. Aos 20 anos mudou-se para o Ferencvaros T.C. até que no ano de 1926 foi emprestado ao Szonbately. A Equipa hungara viajou até Portugal tendo feito escala na ilha da Madeira. O C.D. Nacional fez-lhe uma proposta para se transferir para o clube madeirense, Szabo aceitou a proposta e fez uma época no C.D. Nacional para depois se mudar para o Marítimo S.C. onde esteve outra temporada.
Integrou a Selecção da Madeira que venceu a sua congénere do Porto por 5-1 e foi um dos melhores jogadores em campo.
Em 1928/29 o Futebol Clube do Porto contratou-o para treinador.
Esteve ao serviço dos Dragões durante sete temporadas e meia. Nas épocas de 1930/31, 1931/32 e 1932/33 acumulou a função de treinador com a de jogador.
Ao serviço dos Dragões venceu um Campeonato de Portugal, um Campeonato Nacional e oito Campeonatos do Porto.
A meio da época de 1935/36 foi despedido e assim rumou ao S.C. Braga tendo passado depois pelo Sporting C.P. clube pelo qual venceu a Taça de Portugal por três vezes, o Campeonato de Portugal por uma vez e o Campeonato Nacional por três vezes.
Regressou ao Futebol Clube do Porto em 1945/46 tendo conquistado por mais duas vezes o Campeonato do Porto. Saiu no final da época de 1946/47. 
Seguiu-se o S.C. Olhanense, Portimonense S.C., Oriental, S.C. Braga, Atlético C.P., Sporting C.P., Caldas S.C., Leixões S.C., S.C. União Torreense, F.C. Barreirense, até que em 1965/66 terminou a sua carreira de treinador quando era técnico da Selecção de Angola.
Já naturalizado português desde 1955, ficou para sempre uma das suas frases: “no futebol o sucesso faz-se com 10 por cento de génio e 90 por cento de transpiração”.
Faleceu no dia 17 de Março de 1973.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
2 Campeonato de Portugal
3 Taças de Portugal
10 Campeonatos do Porto

28 de setembro de 2008

Branco

Cláudio Ibrahim Vaz Leal (Branco), nasceu no dia 4 de Abril de 1964 em Bagé; Brasil.
Ficou conhecido pelo apelido de “Branco” porque quando miúdo era o único jogador branco numa equipa de negros.
Branco começou a jogar futebol no clube da sua terra, o Guarany de Bagé.
Em 1981 ingressou no S.C. Internacional onde deu inicio à sua carreira profissional. No ano seguinte mudou-se para o Fluminense F.C.onde jogou durante 5 anos, tendo-se sagrado por 3 vezes Campeão Carioca (1983,1984 e 1985), Campeão do Brasil em 1984 e venceu a Taça Guanabara em 1983 e 1984. As boas exibições valeram-lhe a transferência para Itália onde vestiu a camisola do Bréscia nas épocas de 1986/87 e 1987/88.
Na temporada de 1988/89, ingressou no Futebol Clube do Porto.
Nos azuis e brancos sagrou-se Campeão Nacional na temporada seguinte.
Em 1990/91 conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira depois de derrotar o Estrela da Amadora.
Em Outubro de 1990 deixou os Dragões para voltar a Itália onde foi defender as cores do Génova F.C.
Foi um dos melhores laterais esquerdos que já passaram pelo F.C. Porto. Dono de um fabuloso pé esquerdo, Branco apontou muitos golos de livre directo.
Ao serviço do F.C. Porto, Branco conquistou 2 Títulos, disputou 81 jogos oficiais e marcou 12 golos.
No final do ano de 1990 regressou a Itália para ingressar no Génova F.C. onde esteve duas temporadas, até que em 1993 regressou ao Brasil para integrar o Grémio de Porto Alegre. Em 1994 mudou-se para o Fluminense F.C. e depois para o S.C. Corinthians. No ano seguinte voltou a mudar de clube, desta vez para o C.R. Flamengo, e seguiu-se de novo o S.C. Internacional. Em 1995/96 voltou a viajar para a Europa, mas desta vez o destino foi a Inglaterra onde foi defender as cores do Middlesbrough F.C. durante apenas uma época. Em 1997 foi para os E.U.A. representar N.J. MetroStars. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil onde jogou pelo Mogi Mirim. Na temporada seguinte, 1998, Branco mudou-se para o Fluminense F.C. onde colocou um ponto final na sua carreira.
Mais tarde passou a exercer a função de coordenador técnico do clube do Rio de Janeiro.
Em 2012 assumiu o comando técnico do Figueirense F.C. passou depois pelo Sobradinho E.C. e em 2013 assumiu o comando do Guarani F.C.
Branco vestiu por várias vezes a camisola canarinha da Selecção do Brasil. Esteve presente na Copa América de 1987, 1989 e 1991. assim como nos Campeonatos do Mundo de Futebol de 1986, 1990 e 1994 onde foi Campeão Mundial nos Estados Unidos.

Palmarés
1 Campeonato do Mundo
1 Copa América
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato do Brasil
1 Campeonato Carioca
1 Campeonato Gaucho
1 Taça Guanabara

21 de setembro de 2008

Fonseca

João Francisco Fonseca dos Santos nasceu no dia 19 de Fevereiro de 1948 em Matosinhos.
Fonseca fez a sua estreia como profissional no Leixões S.C. na época de 1966/67. No clube da sua terra manteve-se durante três temporadas, tendo-se depois transferido para o S.L. Benfica onde permaneceu por mais três épocas, e onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na temporada de 1970/71, repetindo o feito na época seguinte. Juntando ainda duas Taças de Portugal e uma Taça Associação de Futebol de Lisboa.
Na temporada de 1972/73, Fonseca regressou ao Leixões S.C. embora por empréstimo. No final desse campeonato, emigrou para Espanha onde foi representar o C.D. Ourense durante duas temporadas.
Em 1975/76, regressou a Portugal para ingressar no Varzim S.C., clube que serviu duas temporadas. Ainda nessa temporada de 1975/76,teve a sua estreia pele Selecção Nacional.
Em 1977/78 mudou-se para as Antas para vestir a Camisola do Futebol Clube do Porto.
A sua estreia na baliza dos Dragões aconteceu no dia 4 de Setembro de 1977 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram o V. Setubal por 3-0, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1977/78.
Logo no seu primeiro ano de Azul e Branco, contribuiu para acabar com o longo jejum de 19 anos que o F.C. Porto atravessou e dessa forma, desde logo ficou na história do clube ao sagrar-se Campeão Nacional. Nessa época Fonseca foi totalista em todos os jogos que o F.C. Porto disputou, 30 para o Campeonato Nacional, 8 na Taça de Portugal e 6 na Taça dos Vencedores das Taças. Nas 44 partidas que disputou, sofreu 36 golos.
Na temporada de 1978/79, Fonseca voltou a repetir a vitória no Campeonato Nacional. Dos 30 jogos do campeonato, disputou 18 e sofreu 9 golos.
Na época de 1980/81 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto.
Em 1981/82 Fonseca ajudou a conquistar a primeira Supertaça Cândido de Oliveira para o F.C. Porto, ao derrotar o S.L. Benfica por 4-1 no jogo da 2ª mão, depois dos portistas terem perdido por 2-0 no Estádio da Luz uma semana antes.
Em 1982/83 disputou 10 partidas pelo F.C. Porto até voltar a Espanha e ao C.D. Ourense por empréstimo, onde permaneceu até ao final dessa época.
Ao serviço dos Dragões, Fonseca esteve durante 6 temporadas. Conquistou 4 Títulos e disputou 173 partidas oficiais.
Na temporada seguinte regressou a Portugal para jogar no F.C. Famalicão. Em 1984/85 transferiu-se para o G.D. Chaves, permanecendo no clube transmontano até 1987/88, quando terminou a carreira de futebolista.
Na temporada seguinte fez parte da equipa técnica dos flavienses. Passou por vário clubes até regressar ao Leixões S.C. em 2002/03 para assumir o cargo de treinador de guarda-redes, lugar que manteve até ao final da temporada de 2011/12.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira.
1 Taça Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

14 de setembro de 2008

Capucho

Nuno Fernando Gonçalves Rocha (Capucho), nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1972 na cidade de Barcelos.
Começou a jogar futebol nos iniciados do Gil Vicente F.C. onde fez toda a formação, até que na época de 1990/91 estreou-se na equipa principal orientada na altura por Rodolfo Reis. No clube de Barcelos continuou na temporada seguinte, mas no final da época rumou a Alvalade para representar o Sporting C.P. No clube leonino esteve três temporadas, desde 1992/93 até 1994/95, conquistou uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Na temporada seguinte regressou de novo ao Minho mas desta vez para ingressar no V. Guimarães onde permaneceu duas épocas.
Em 1997/98 Capucho transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola azul e branca aconteceu no dia 15 de Agosto de 1997 no Estádio do Bessa onde os portistas defrontaram o Boavista F.C. num jogo a contar para a 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira de 1997/98, partida que os axadrezados venceram por 2-0.
Logo na sua primeira temporada com a camisola dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte repetiu a vitória no Campeonato Nacional e na Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1999/2000, voltou a ajudar o F.C. Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar o Sporting C.P. por 2-0 na final e conquistou de novo a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada que se seguiu nova vitória na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0 no Jamor.
Em 2001/02 conquistou a sua quarta Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 2002/03, sob o comando de José Mourinho, o F.C. Porto apresentava um plantel renovado e onde Capucho se destacava. No campeonato os portistas não tiveram adversários à altura e sagraram-se Campeões Nacionais. Venceram também a Taça de Portugal. Mas o momento mais cintilante da carreira de Capucho foi estar presente na Final da Taça UEFA em 2003 que conquistou frente ao Celtic F.C. depois de uma vitória por 3-2.
No final dessa temporada de 2002/03, Capucho deixou o F.C. Porto. Com a camisola dos Dragões conquistou 11 Títulos, disputou 275 jogos oficiais e marcou 42 golos.
Em 2003/04 rumou à Escócia para ingressar no Rangers F.C. onde actuou em 22 partidas oficiais e apontou 5 golos. Na temporada seguinte mudou-se para Espanha para representar o R.C. Celta de Vigo, onde fez 19 jogos oficiais, e foi no clube da Galiza que colocou um ponto final na sua carreira de futebolista no final da época de 2004/05.
Capucho foi Internacional por 34 vezes. Esteve com a Selecção de Portugal nos Jogos Olimpicos de 1996, no Campeonato da Europa de 2000 e no Campeonato do Mundo de 2002.
Em 2007/08 regressou ao F.C. Porto mas para assumir o comando técnico da formação de Sub-15, para na temporada seguinte passou a comandar os Sub-17 e em 2012/13 treinar os Sub-19, cargo que ocupou até ao final da época de 2013/14, já na temporada seguinte passou a adjunto na equipa B portista. Em 2015/16 assumiu o comando técnico do Varzim S.C. terminando o campeonato no 9º lugar. Na temporada de 2016/17 rumou ao Rio Ave F.C. mas deixou o clube de Vila do conde em Novembro de 2016.

Palmarés
1 Taça UEFA
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

7 de setembro de 2008

Inácio

Augusto Soares Inácio nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1955 em Lisboa.
Estreou-se como profissional de futebol no Sporting C.P. na temporada de 1975/76 e manteve-se no clube de Alvalade até a época 1981/82. Em Alvalade foi por duas vezes Campeão Nacional, e venceu duas Taças de Portugal.
Na temporada de 1982/83 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 29 de Agosto de 1982 no Estádio das Antas quando os portistas empataram a zero com o Sporting C.P., num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional de 1982/83.
Ao serviço do F.C. Porto, Inácio sagrou-se por três vezes Campeão Nacional, conquistou duas Taças de Portugal, venceu três Supertaças Cândido de Oliveira e ganhou uma Taça Associação de Futebol do Porto. Mas as maiores conquistas aconteceram em 1987, ano em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus em Viena e a Taça Intercontinental em Tóquio. Ao que juntou a vitória na Supertaça Europeia ao derrotar o Ajax F.C. em Amestardão e nas Antas, em ambos os jogos por 1-0.
No final da temporada de 1988/89 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Com a camisola azul e branca, Inácio disputou 199 jogos oficiais, marcou 5 golos e conquistou 12 Títulos.
Inácio vestiu também a camisola da Selecção Nacional, com a qual disputou 25 partidas oficiais e esteve presente no Campeonato do mundo de 1986.
Abraçou depois a carreira de treinador e na época de 1989/90 assumiu o cargo de treinador dos juniores do F.C. Porto, lugar que ocupou durante duas temporadas. Em 1991/92 orientou o Rio Ave F.C. Na temporada seguinte voltou às Antas para ser treinador-adjunto, durante quatro temporadas.
Em 1996/97 abraçou em definitivo a carreira de treinador principal ao comandar o F.C. Felgueiras, seguiu-se dpois o Marítimo S.C., G.D. Chaves e o Sporting C.P. onde depois de 21 anos levou os leões a conquistar de novo o Campeonato Nacional. Depois ainda treinou o V. Guimarães, C.F. Belenenses, Esteve no Catar onde treinou o Al Ahli S.C., regressou a Portugal para orientar o S.C. Beira-Mar. Passou pela Grécia onde treinou o Ionikos F.C. Também passou pelo Irão para treinar o Foolad F.C., seguindo-se o Inter de Luanda da Angola. Em 2009 volta de novo a Portugal para assumir o comando técnico do Naval 1º de Maio, seguindo-se o Leixões S.C. em 2011 viajou até à Roménia para orientar o F.C. Vaslui. Em Fevereiro de 2013, regressa mais uma vez a Portugal para ocupar o lugar de técnico do Moreirense F.C.
Na temporada de 2013/14 assumiu o cargo de Director Geral de Futebol no Sporting C.P. lugar que ocupou durante duas épocas.
Em Novembro de 2016 volta a abraçar a carreira de treinador e regressa ao Moreirense F.C. e logo em Janeiro de 2017 faz história ao levar o pequeno clube de Moreira de Cónegos à conquista da Taça da Liga 2016/17, no entanto a permanência no clube minhoto durou pouco já que em Março de 2017 deixou os cónegos. Rumou ao Egito para treinar o Zamalek S.C. mas a aventura por terras africanas foi curta e deixou o clube do Cairo ao fim de apenas três meses.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça da Liga

31 de agosto de 2008

Rui Filipe


Rui Filipe Tavares de Bastos nasceu no dia 8 de Março de 1968 em Vale de Cambra.
Deu os primeiros pontapés na bola no A.D. Valecambrense até despertar a cobiça do Futebol Clube do Porto, clube para o qual se mudou na temporada de 1889/90. Foi depois emprestado, primeiro ao S.C. Espinho e na temporada seguinte ao Gil Vicente F.C.
Na época de 1991/92, Rui Filipe passou a integrar o plantel portista que era comandado pelo técnico brasileiro Carlos Alberto Silva, e pela primeira vez sagrou-se Campeão Nacional.
Na temporada seguinte e ainda com o treinador brasileiro, os Dragões voltam a conquistar o Título Nacional ao que juntaram a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1993/94 Rui Filipe ajudou a conquistar a Taça de Portugal, que o F.C. Porto venceu ao derrotar o Sporting C.P. na finalíssima por 2-1. Ainda nessa temporada e na sua participação na Liga dos Campeões, e já com Bobby Robson no comando técnico, o F.C. Porto realizou um dos seus mais brilhantes jogos ao vencer na Alemanha o Werder Bremen por 5-0 com Rui Filipe a sair do banco e a inaugurar o marcador.
Na temporada de 1994/95, Rui Filipe começava a ser um dos pilares do meio-campo dos Dragões. E foi ele que na primeira jornada contra o S.C. Braga marcou o primeiro golo da vitória do F.C. Porto por 2-0, contribuindo assim para a conquista do título de Campeão Nacional. Poucos dias depois os portistas visitaram o estádio da Luz para o jogo da primeira-mão da Supertaça Cândido de Oliveira que terminou com um empate por 1-1. De novo Rui Filipe apontou o golo portista. Um golo cheio de classe e talento onde o ainda jovem jogador, apenas com uma simulação tirou o famoso guarda-redes Preud´Homme do caminho da bola. Nesse mesmo jogo Rui Filipe viu o cartão vermelho que lhe impediu de ser convocado para a partida contra o S.C. Beira-Mar. No fim de semana desse jogo teve um acidente que o vitimou.

Palmarés
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

24 de agosto de 2008

Jaburu

Jorge de Sousa Mattos (Jaburu), nasceu no dia 19 de Abril de 1933 no Rio de Janeiro.
No Brasil representou o Olaria A.C., Fluminense F.C. e o América F.C.
Ingressou no Futebol Clube do Porto na época de 1955/56 onde encontrou Dorival Yustrich como treinador.
A estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1955 no Estádio Municipal da Guarda onde o F.C. Porto defrontou o S.C. Covilhã, o jogo terminou empatado 2-2 e contou para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1955/56.
Nessa temporada, Jaburu formou a dupla do ataque portista com António Teixeira, e dos 99 golos marcados pelos Dragões 29 foram de sua autoria. No final do campeonato o F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional. Os portistas venceram também a Taça de Portugal ao vencer na final o S.C. União Torreense por 2-0.
Na temporada de 1956/57 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto e foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Em 1957/58 voltou a repetir a vitória na Taça de Portugal, com o F.C. Porto a vencer o S.L. Benfica por 1-0 na final disputada na Estádio do Jamor e também na Taça Associação de Futebol do Porto.
Na época de 1958/59 rumou a Espanha para jogar pelo R.C. Celta de Vigo onde foi vítima de uma doença grave. Regressou a Portugal na temporada seguinte onde teve uma passagem pelo Leixões S.C. tendo voltado a conquistar a Taça de Portugal da temporada de 1960/61. No final da época de 1962/63 deixou o clube de Matosinhos e voltou ao Brasil onde acabaria por falecer.

Palmarés
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taça de Portugal
2 Taça Associação de Futebol do Porto

17 de agosto de 2008

Rodolfo

Rodolfo dos Reis Ferreira nasceu no dia 29 de Janeiro de 1954 em Cedofeita, na cidade do Porto.
ingressou nos iniciados do Futebol Clube do Porto com 11 anos e percorreu todos os escalões de formação dos portistas até passar a sénior em 1971.
No inicio da época de 1970/71 integrou o plantel principal dos Dragões.
A sua estreia com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 12 de Março de 1972 no Estádio Municipal de Coimbra, quando os portistas venceram os estudantes por 1-0, numa partida a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional de 1971/72.
Em 1976/77 conquistou o seu primeiro troféu como sénior ao vencer a Taça de Portugal.
Foi o capitão da equipa que ao fim de um longo jejum de 19 anos se sagrou Campeã Nacional na época de 1977/78. Sobre esse campeonato e principalmente sobre o jogo contra o S.L. Benfica no Estádio das Antas, Rodolfo disse no livro t´antas glórias de Júlio Magalhães: “As coisas estavam complicadas depois do auto-golo do Simões, até que empatamos com um golo do Ademir em que a bola passou no meio de 20 jogadores que estavam dentro da área do Benfica. Recordo-me que fomos festejar com o Ademir e ajoelhamo-nos a agradecer a Deus aquele golo que nos salvou de viver o que seria, com toda a certeza, um dos momentos desportivos mais tristes da história do estádio. Eram muitos milhares à espera daquele título e que não acreditavam que o perdêssemos ali. E estivemos quase a perder”.
Na temporada seguinte 1978/79, o F.C. Porto volta a sagrar-se Campeão Nacional ainda com Rodolfo como capitão.
Na época de 1980/81 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto e a primeira Supertaça Cândido de Oliveira para o F.C. Porto.
Repetiu a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e também na Taça de Portugal na temporada de 1982/83, quando colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Mas não foram só os Títulos que ficaram na história de Rodolfo e do F.C. Porto. Em Novembro de 1977 os Dragões vão a Inglaterra disputar a 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças com o Manchester United F.C., os portistas partem com uma vantagem de 4 golos mas no Estádio de Old Trafford sofrem para passar à fase seguinte já que os ingleses vencem o jogo por 5-2, com Seninho a marcar os golos dos azuis e brancos e com Rodolfo a títular. Em setembro do ano seguinte e de novo nas competições europeias, mas na Taça dos Clubes Campeões Europeus, o F.C. Porto consegue a primeira vitória na prova ao vencer os gregos do A.E.K. de Atenas no Estádio das Antas por 4-1, no jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória, Rodolfo volta a ser títular.
Foi o único jogador do Futebol Clube do Porto que nunca vestiu outra camisola. Desde os seus 11 anos, altura em que ingressou nos iniciados do F.C. Porto, até aos 30 anos quando pôs um ponto final na sua carreira. Foram 19 anos sempre a defender a camisola azul e branca.
Nas 13 épocas em que, como sénior, representou os Dragões, Rodolfo disputou 331 joos oficiais, marcou 9 golos e conquistou 7 Títulos.
Depois de deixar o futebol, Rodolfo iniciou a carreira de treinador nos juniores do F.C. Porto. Passou por diversos clubes até que na tempodada de 1998/99 voltou ao Futebol Clube do Porto para ser adjunto de Fernando Santos onde saiu em 2000/01.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

10 de agosto de 2008

Mlynarczyk

Józef Mlynarczyk nasceu no dia 20 de Setembro de 1953 na cidade de Nowa Sol, a Polónia.
Começou a jogar futebol no Dozamet Nowa Sól onde fez a sua formação até se mudar para o B.K.S.S. Bielsko-Biala em 1974 para integrar o plantel sénior. Na temporada de 1977/78 mudou-se para o O.K.S.Odra Opole, clube onde permaneceu até a temporada de 1979/80. Na temporada seguinte transferiu-se para o Widzew Lodz onde esteve durante quatro épocas, tendo-se sagrado campeão da Polónia pela primeira vez na sua carreira em 1980/81, Título que voltaria a repetir em 1981/82.
Na época de 1984/85 foi para França defender as cores do S.C. Bastia, onde esteve uma temporada e meia.
Em Janeiro de 1986 ingressou no Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 4 de Janeiro de 1986 no Estádio da Luz, em Lisboa, onde os portistas empataram 0-0 com o S.L. Benfica, numa partida a contar para a 16ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86.
Mlynarczyk esteve durante quatro temporadas ao serviço do F.C. Porto. No plantel portista teve sempre a concorrência de Zé Beto, guarda-redes com quem partilhou a conquista de dois campeonatos nacionais e ainda caminhada triunfal até chegar a Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1987 onde teve pela frente os alemães do F.C Bayern de Munique e onde demonstrou toda a sua classe, tendo sido um dos pilares para que o Futebol Clube do Porto se sagra-se pela primeira vez na sua história, Campeão Europeu.
Na época de 1987/88, o guardião polaco continuou a ser o dono da baliza dos Dragões que conquistaram o Título de Campeão Nacional com 15 pontos de vantagem sob o segundo classificado. Mas a maior vitória dessa temporada aconteceu no dia 13 de Dezembro na longínqua cidade de Tóquio onde sobre um terreno de jogo completamente coberto de neve os portistas bateram os Campeões Sul-Américanos do C.A. Peñarol por 2-1, e de novo com uma excelente exibição de Mlynarczyk. Apenas 1 mês mais tarde, voltaria a ser o titular da baliza do F.C. Porto que defrontou no estádio das Antas os holandeses do Ajax F.C. na 2ª mão da Supertaça Europeia que os Dragões venceram por 1-0, igual resultado conseguido na Holanda no jogo da 1ª mão. Ainda nessa temporada, O F.C. Porto venceu a Taça de Portugal ao ganhar a final por 1-0 contra o V. Guimarães.
Mlynarczyk manteve-se no F.C. Porto até terminar a sua carreira na época de 1989/90 devido a uma lesão grave, não sem antes ver o seu sucessor, um jovem de nome Vítor Baía, a ocupar o lugar que lhe tinha pertencido na defesa da baliza dos Dragões.
Depois de terminada a sua carreira como futebolista, Mlynarczyk continuou no F.C. Porto a fazer parte da equipa técnica onde tinha a função de treinador de guarda-redes, cargo que ocupou até ao final da temporada de 1999/2000. Voltou depois para o seu país para desempenhar idênticas funções primeiro na Selecção Polaca e depois no Widzew Lodz.
Vestiu por 42 vezes a camisola da Selecção da Polónia e esteve presente no Campeonato do Mundo de 1982 e 1986. No primeiro Mundial, os polacos terminaram em 3º lugar, já em 1986 não passaram a fase de grupos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Campeonatos da Polónia

27 de julho de 2008

Virgílio

Virgílio Marques Mendes nasceu no dia 17 de Novembro de 1927 em Praia do Ribatejo no concelho de Vila Nova da Barquinha.
Começou por jogar futebol no Grupo Desportivo dos Ferroviários do Entroncamento. Ao futebol juntava o trabalho nas oficinas da CP.
Certo dia partiu em direcção a Lisboa para efectuar testes de futebol no S.L. Benfica. Esteve por lá durante três semanas mas não conseguiu convencer os responsáveis do clube lisboeta e assim regressou ao Entroncamento e ao trabalho de serralheiro na CP.
Um dia recebeu a visita de um tal Soares dos Reis, (antigo guarda-redes do Futebol Clube do Porto), que o queria levar para a cidade Invicta. Virgílio aceitou o convite e foi treinar no Campo da Constituição sob o olhar atento de Szabo. Já não voltou ao Entroncamento e muito menos às oficinas da CP.
A sua estreia com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 30 de Novembro de 1947 no Campo Mascarenhas onde os Dragões, como equipa visitante, venceram o Boavista F.C. por 3-0, num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1947/48.
Em 1951 o R.C. Celta de Vigo ofereceu-lhe 500 mil pesetas e um ordenado mensal de 15 mil pesetas, recusou a oferta e continuou a vestir a camisola do F.C. Porto. Disse depois que trocar de clube por causa de dinheiro era viver como um mercenário.
Na época de 1955/56, sob o comando do treinador brasileiro Yustrich, Virgílio sagrou-se Campeão Nacional depois de os portistas estarem sem perder 24 dos 26 jogos do campeonato. Também ajudou o F.C. Porto a conquistar a primeira Taça de Portugal da história do clube ao vencer na final o S.C. União Torreense por 2-0.
Na época de 1956/57, Virgílio foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar o Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Em 1957/58, voltou a levantar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o S.L. Benfica na final por 1-0.
Na temporada seguinte, 1958/59 e já com Bella Gutman como treinador, Virgílio volta a conquistar o Campeonato Nacional.
Venceu ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes.
Ao serviço dos Dragões disputou 436 jogos oficiais, apontou 9 golos e conquistou 11 Títulos.
Foi Internacional por 39 vezes. No jogo de estreia com a camisola da Selecção de Portugal contra a Itália e apesar da derrota por 4-1, Virgílio foi o melhor jogador português em campo e anulou o famoso jogador Carapelese. Desde esse dia que Virgílio ficou conhecido como o “Leão de Génova”, cidade onde se tinha realizado o jogo.
Faleceu no dia 24 de Abril de 2009. Encontra-se sepultado no cemitério nº1 da Póvoa de Varzim.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

20 de julho de 2008

Rui Barros

Rui Gil Soares de Barros nasceu no dia 24 de Novembro de 1965 em Lordelo.
Começou a jogar no Aliados Futebol Clube de Lordelo aos 12 anos, depois ainda passou pelo Rebordosa A.C. e pelo Paços de Ferreira F.C. já como júnior.
Foi então contratado pelo Futebol Clube do Porto onde foi Campeão Nacional de juniores.
Na época de 1984/85 passou a sénior mas foi emprestado ao S.C. Covilhã. Nas temporadas de 1985/86 e 1986/87 esteve de novo emprestado mas desta vez ao Varzim S.C. onde foi Campeão da Zona Norte da 2ª Divisão.
Em 1987/88 fez parte do plantel do F.C. Porto pela primeira vez onde se juntou a muitos jogadores que na época anterior tinham vencido a Taça dos Clubes Campeões Europeus. A sua estreia como sénior com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Agosto de 1987 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o c.F. Belenenses por 7-1, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1987/88.
Neste seu ano de estreia, Rui Barros sagrou-se Campeão Nacional e ajudou o F.C. Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar no estádio do Jamor o V. Guimarães por 1-0. Antes, em Dezembro, já tinha estado em Tóquio para disputar a Taça Intercontinental que os portistas ganharam ao vencerem o C.A. Peñarol do Uruguai por 2-1. Mas o momento alto da sua ainda curta carreira no F.C. Porto aconteceu na 1ª mão da Supertaça Europeia quando a equipa comandada por Tomislav Ivic foi a Amesterdão vencer o Ajax F.C. por 1-0 com o golo da autoria de Rui Barros. Na 2ª mão disputada no estádio das Antas, nova vitória dos Dragões por 1-0.
No final do seu primeiro ano com a camisola azul e branca, Rui Barros despertou o interesse da Juventus F.C. que o levou para Itália. No clube de Turim ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. No verão de 1990 mudou-se para o A.S. Mónaco de Arsène Wenger onde conquistou a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 que acabaria por perder frente ao Werder Bremen.
Na época de 1993/94 transferiu-se para o Olympique Marselha onde teve Paulo Futre como companheiro de equipa.
Em 1994/95 regressou ao Futebol Clube do Porto.
Nas 6 temporadas seguintes sagrou-se Penta-Campeão, venceu 2 Taças de Portugal e 5 Supertaças Cândido de Oliveira.
Na época de 1999/2000 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Ao serviço do F.C. Porto, Rui Barros jogou durante 7 temporadas. Conquistou 17 Títulos, disputou 244 partidas oficiais e marcou 56 golos.
Rui Barros foi internacional por 36 vezes e marcou 4 golos com a camisola das Quinas.
Em 2006/07 passou a integrar a equipa técnica do F.C. Porto, ano em que treinou temporariamente os portistas no jogo da Supertaça que os Dragões venceram o V. Setúbal por 3-0. Continuou a fazer parte das várias equipas técnicas que passaram pelos Dragões e em Janeiro de 2016 foi de novo chamado a comandar a equipa principal em cinco partidas. Actualmente faz parte da equipa técnica portista como observador.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Taça UEFA
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Itália
1 Taça de França

Palmarés como treinador
1 Supertaça Cândido de Oliveira

29 de junho de 2008

Pavão

Fernando Pascoal das Neves (Pavão), nasceu no dia 12 de Agosto de 1947 em Chaves.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do G.D. Chaves onde deu nas vistas.
Em 1964 e com 17 anos, ingressou nos juniores do Futebol Clube do Porto.
Logo no ano seguinte passou para a equipa principal orientada na altura por Flávio Costa.
A sua estreia a títular com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Setembro de 1965 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram o S.L. Benfica por 2-0, num jogo a contar para a 3ª jornada do Campeonato Nacional de 1965/66.
Na primeira temporada no plantel principal, Pavão conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto.
Mas foi com a chegada do treinador José Maria Pedroto que Pavão ganhou de maneira definitiva a titularidade, para além de ser o jogador mais jovem do plantel foi o escolhido para ser capitão.
O ponto alto da sua curta carreira como futebolista aconteceu na época de 1967/68 ao ajudar o F.C. Porto a conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1.
Esteve presente em momentos importantes e históricos para o F.C. Porto. Em Janeiro de 1970 fez parte da comitiva portista que foi participar no jogo de inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo a convite do São Paulo F.C., os Dragões empataram com os paulistas a zero no novo recinto do Morumbi. Em Janeiro de 1971 foi um dos títulares na equipa azul e branca que venceu o S.L. Benfica no Estádio das Antas por 4-0, onde Lemos foi o autor de todos os golos. Em setembro de 1972 esteve nos dois jogos da 1ª eliminatória da Taça UEFA, quando o F.C. Porto venceu o F.C. Barcelona por 3-1 nas Antas e sete dias depois, 1-0 em Camp Nou.
Em 1973 falava-se que ia para Inglaterra jogar para o Manchester United F.C., e que tinha planos para abrir um “pub” na Praça Velásquez. Todo isso terminou ao minuto 13 da 13ª jornada do campeonato de 1973/74 no dia 16 de Dezembro, quando depois de fazer um passe para Oliveira, Pavão caiu e não se levantou mais. Foi levado para o hospital de S.João onde 1 hora e meia depois foi anunciada a sua morte. O jogo continuou e o F.C. Porto venceu por 2-0 sobre o V. Setubal.
No final quando se soube que Pavão tinha morrido, o silêncio tomou conta das pessoas que enchiam as bancadas ao mesmo tempo que os jogadores procuravam consolo nos colegas. Foi esse o dia mais triste do Estádio das Antas e um dia que ainda hoje muitos portistas não esqueceram.
Pavão (por jogar com os braços bem abertos, ficou com essa alcunha já desde os tempos que jogava em Chaves), faleceu com 26 anos. Era um dos melhores futebolistas portugueses e o melhor no seu lugar de médio-centro. Representou o F.C. Porto durante 9 épocas, tendo disputado 229 partidas oficiais e 25 golos marcados.
Pavão representou ainda a Selecção Nacional por seis vezes.
Esta sepultado no mausoléu do F.C. Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Taça de Portugal 1 Taça Associação de Futebol do Porto

15 de junho de 2008

Drulovic

Ljubinko Drulovic nasceu no dia 11 de Setembro de 1968 em Nova Varos na Jugoslávia.
Fez a sua estreia a nível Professional no F.K. Zlatar Nova Varos na temporada de 1987/88. Na temporada seguinte transferiu-se para o F.K. Sloga Pozega. Em 1989/90 ingressou no F.K. Sloboda Uzice. Na temporada de 1990/91 passou a defender as cores do F.K. Rad Beograd.
Em 1992/93 chegou a Portugal para representar o Gil Vicente F.C., logo na primeira época ao serviço do clube de Barcelos disputou 32 jogos e apontou 10 golos. Na temporada seguinte continuou a ser um dos melhores jogadores da equipa gilista que já tinha marcado sete golos em doze jogos, começou a ser alvo de cobiça por parte das melhores equipas.
Em Dezembro de 1993 ingressou no Futebol clube do Porto.
Agarrou desde logo a titularidade e venceu a Taça de Portugal de 1993/94.
Na época seguinte, Drulovic sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional e conquistou por duas vezes a Supertaça Cândido de Oliveira, a primeira na finalissíma disputada no Estádio Municipal de Coimbra em que os Dragões venceram o S.L. Benfica por 4-3 na marcação de grandes penalidades após o prolongamento. A segunda Supertaça Cândido de Oliveira foi ganha em Paris, também na finalissíma e de novo com uma vitória sobre o S.L. Benfica, desta vez por 1-0.
Em 1995/96 vence de novo o Campeonato Nacional, onde marcou 8 golos em 31 jogos disputados.
Na temporada de 1996/97 e com a chegada do brasileiro Mário Jardel, Drulovic passou a marcar menos golos mas a fazer muitas assistências para o avançado brasileiro ser o melhor marcador do campeonato. No final da época sagrou-se novamente Campeão Nacional, sendo um dos jogadores que ajudaram o F.C. Porto pela primeira vez na sua história a ser Tri-Campeão.
Na época seguinte o domínio do F.C. Porto continuou e no final do campeonato foi uma vez mais Campeão Nacional, o que foi o Tetra-Campeonato para os Dragões. Nessa época juntou a conquista da Taça de Portugal.
Em 1998/99, Drulovic voltou a sagrar-se Campeão Nacional e inscreveu o seu nome na história do Futebol Clube do Porto como um dos poucos jogadores que estiveram em todos os campeonatos do Penta. Nessa temporada voltou a juntar a Supertaça Cândido de Oliveira ao campeonato conquistado.
Em 1999/2000 conquistou a Taça de Portugal e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada de 2000/01 voltou a conquistar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o Marítimo S.C. por 2-0 na final do Jamor.
No final dessa época deixou os Dragões. Com a camisola do F.C. Porto Drulovic jogou durante 8 épocas e conquistou 14 Títulos, disputou 327 jogos oficiais e marcou 58 golos.
Em 2001/02 ingressou no S.L. Benfica. No clube lisboeta nem todo correu bem nas duas temporadas que por lá permaneceu e em 2003/04 mudou-se para o F.K. Partizan. Na época de 2004/05 regressou a Portugal para jogar pelo F.C. Penafiel, mas não chegou a terminar o campeonato já que em Dezembro de 2004 foi dispensado e terminou assim a sua brilhante carreira de futebolista.
Pela Selecção da Jugoslávia disputou 38 jogos e marcou 3 golos. Esteve presente no Campeonato do Mundo de 1998 e no Campeonato da Europa de 2000.
Em 2006/07 assumiu o comando técnico do G.D. Tourizense, na temporada seguinte orientou os sérvios do F.K. Banat e em 2008/09 rumou à Eslovénia para treinar o N.K. Drava. Em 2010 viagou para Angola para passar a ser o treinador do C.D. 1º de Agosto, clube que comandou durante dois anos e onde venceu a Supertaça de Angola em 2010. Em 2013 regressou ao seu país para orientar a Selecção Nacional de sub-19, pela qual ganhou o Campeonato da Europa. Em 2014 passou a orientar a Selecção principal. Depois orientou a Selecção da Macedónia e em 2015/16 voltou ao F.K. Partizan onde foi o técnico principal até Dezembro de 2015.

Palmarés como jogador
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés Como Treinador
1 Campeonato da Europa sub-19
1 Supertaça de Angola

1 de junho de 2008

Hernâni

Hernâni Ferreira da Silva nasceu no dia 1 de Setembro de 1931 em Águeda.
Começou por jogar futebol no Recreio de Águeda e desde logo apareceu o interesse dos grandes clubes portugueses com o Futebol Clube do Porto a levar Hernâni para a cidade Invicta.
A sua estreia com a camisola azul e branca foi no dia 28 de Janeiro de 1951 no Campo da Tapadinha em Lisboa onde os portistas perderam por 4-1 com o Atlético C.P. numa partida a contar para a 19ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1950/51.
Representou sempre o F.C. Porto, tendo só uma curta incursão pelo G.D. Estoril Praia na época de 1952/53, quando foi obrigado a cumprir o serviço militar, mas com a condição de não defrontar os portistas.
Jogador polivalente no meio-campo, também jogava no ataque (marcou mais de 100 golos em toda a sua carreira). Fez parte de uma equipa onde sobressaíam nomes como: Pedroto, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa ou Jaburu.
Venceu dois Campeonatos Nacionais, em 1955/56 com o técnico brasileiro Yustrich, e em 1958/59 com o hungaru Bela Gutmann. Tendo Hernâni apontado 10 golos no primeiro título e 15 no segundo. Conquistou ainda duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58) e a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes.
Além das suas qualidades invulgares como futebolista, Hernâni tinha também um forte caracter e são bem conhecidos os problemas que tinha com o treinador Yustrich, que chegaram mesmo a confrontos físicos á entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul do Estádio das Antas) num jogo em 1958. O chefe do exército, Santos Costa, ordenou então que Hernâni se apresentasse sempre nas Antas fardado, e assim foi, a farda era o escudo de Hernâni contra os maus humores de Yustrich.
Ainda num Sporting C.P. – F.C. Porto, marcou um grande golo que foi anulado pelo árbitro por já ter apitado para o… intervalo (o árbitro um tal de Inocêncio Calabote), Hernâni furioso chamou-lhe de tudo o que lhe veio à cabeça, valeu a rápida intervenção de Pedroto e o peso da consciência do árbitro para não ser expulso.
Foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao para a 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus na época de 1956/57.
Hernâni que jogou nos Dragões durante 13 temporadas, disputou 332 partidas oficiais, marcou 187 golos e conquistou 11 Títulos.
Vestiu ainda a camisola da Selecção Nacional com a qual disputou 28 partidas, tendo apontado 5 golos.
Retirou-se da carreira de futebolista em 1964, e quando José Maria Pedroto foi convidado para ser o treinador em 1966/67 exigiu que Hernâni fosse o director de futebol.
Mais tarde continuou ligado ao F.C. Porto em alguns cargos directivos.
Disse um dia: “Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim, tratava-me por «Sr. Hernâni».
Hernâni tinha uma vida agradável quando a morte o levou, a 5 de Abril de 2001.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

18 de maio de 2008

Jorge Costa


Jorge Paulo Costa Almeida nasceu no dia 14 de Outubro de 1971 na cidade do Porto.
Começou por jogar futebol no F.C. Foz e aos 14 ingressava no Futebol Clube do Porto.
Na temporada de 1990/91 estreou-se como sénior e foi emprestado ao F.C. Penafiel onde assumiu uma grande importância na equipa orientada por Victor Manuel para o clube assegurar a permanência.
Na época seguinte de novo foi emprestado mas desta vez rumou à ilha da Madeira para jogar pelo Marítimo S.C.. Com a camisola do clube insular, Jorge Costa viveu um episódio caricato. No jogo contra o Futebol Clube do Porto no estádio dos Barreiros, marcou o único golo do encontro, mas na sua própria baliza. Foi um mau momento que com a ajuda dos colegas e do seu treinador, Paulo Autuori, ultrapassou. Nessa época no clube madeirense, Jorge Costa fez 31 jogos e falhou apenas 3 por castigo.
Na temporada de 1992/93 regressou ao Futebol Clube do Porto para fazer parte do plantel que era comandado pelo brasileiro Carlos Alberto Silva. Na estreia do campeonato dessa época, assumiu a titularidade e marcou o único golo com que o F.C. Porto venceu o Estoril Praia. Apesar de não ter sido muitas vezes chamada à titularidade, por culpa de Aloísio e Fernando Couto que eram os habituais titulares, ainda assim fez 9 jogos e marcou 1 golo, o tal da vitória contra o Estoril Praia. E no final da época sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional. Conquistou a Supertaça ao derrotar o S.L. Benfica em Coimbra. Foi também nesta temporada que Jorge Costa se estreou a jogar na Liga dos Campeões e onde apontou o seu primeiro golo nesta competição na primeira ronda quando o Futebol Clube do Porto eliminou o U.S. Luxembourg.
Na temporada de 1993/94 venceu a Taça de Portugal contra o Sporting C.P. no Jamor, a Supertaça contra o S.L. Benfica em Paris, e somou mais de 20 jogos a contar com todas as competições, um desses jogos foi na Alemanha contra o Werder Bremen a contar para a Liga dos Campeões onde os portistas venceram por 5-0.
Na época seguinte festejou o seu segundo título e o primeiro da grande caminhada para o Penta-Campeonato.
Em 1995/96 juntou a conquista da Supertaça ao título de Campeão após ter derrotado o S.L. Benfica por 1-0 no estádio das Antas e 5-0 no estádio da Luz, onde foi o autor do terceiro golo da histórica goleada. Mas nesse ano de 1996 durante o mês de Abril uma grave lesão pô-lo de fora do resto da época e acima de tudo do Europeu de Inglaterra de 96.
Na pré-época de 1997/98 o Futebol Clube do Porto viagou até a Suécia para lá fazer o estágio. Num dos primeiros treinos da nova temporada e ao tentar antecipar-se ao polaco Mielcarski, Jorge Costa lesionou-se de novo com gravidade, rotura do ligamento cruzado anterior. A meio da época estava recuperado e de regresso aos estádios de futebol ainda bem a tempo de se sagrar Tetra-Campeão e vencer a Taça de Portugal.
Para a época de 1998/99 o Futebol clube do Porto apostou em Fernando Santos para orientar a equipa e de novo conquistou o Título de Campeão. No dia 22 de Maio de 1999 o F.C. Porto jogava em Alvalade contra o Sporting C.P. o outro candidato ao título jogava também nesse dia mas antes do jogo dos Dragões, com o empate do Boavista F.C. em Faro, os azuis e brancos sagraram-se Penta-Campeões mesmo antes do jogo contra o Sporting C.P. começar. Quando os jogadores portistas entraram em campo para fazerem os habituais exercícios de aquecimento, dirigiram-se logo para o topo norte do estádio José de Alvalade para festejarem com os adeptos azuis e brancos. O jogo passou para segundo plano e a equipa da casa adiantou-se no marcador mas depois Zahovic igualou o marcador com que se chegou ao final do jogo. Depois foi a viagem de regresso à cidade invicta onde chegaram nas primeiras horas da madrugada à Praça da Liberdade onde muitos milhares de portistas esperavam os jogadores da única equipa portuguesa que até aos dias de hoje se sagrou Penta-Campeão.
Na temporada de 1999/2000, Jorge Costa levantou a Taça de Portugal o que veio a repetir-se na época seguinte.
Para 2001/02 com a saída de Fernando Santos o F.C. Porto apostou em Octávio Machado para comandar a equipa, mas com o passar do tempo ficou provado que tinha sido uma aposta falhada e só ficou na Antas até Janeiro, mas pior do que isso foi esse treinador que empurrou Jorge Costa para fora do seu clube do coração. Assim em Dezembro no dia 2, Jorge Costa partiu para Inglaterra onde iria jogar no Charlton F.C.. No final dessa temporada e devido às boas exibições que fez em Inglaterra, o clube londrino tentou comprar o jogador português, mas o novo treinador do Futebol Clube do Porto, José Mourinho, disse que Jorge Costa era imprescindível e que tinha de regressar ao seu clube de sempre.
Para a época de 2002/03, Jorge Costa era o capitão da equipa que apresentava muitas caras novas mas que no final do campeonato se sagraram Campeões Nacionais e venceram a Taça de Portugal e mais importante ainda, foi Jorge Costa que levantou a Taça UEFA em Sevilha depois do F.C. Porto derrotar o Celtic de Glasgow.
Na temporada seguinte de novo sob o comando de José Mourinho, o F.C. Porto começou por vencer a Supertaça ao derrotar a União de Leiria em Guimarães, mas já não teve a sorte pelo seu lado quando foi ao Mónaco para medir forças com o A.C. Milan para disputar a Supertaça Europeia. No que diz respeito ao campeonato, o F.C. Porto sagrou-se Bi-Campeão. Mas o grande feito dessa época foi a conquista da Liga dos Campeões. Na cidade alemã de Gelsinkirchen os portistas fizeram valer toda a sua classe para vencerem de forma clara o A.S. Mónaco por 3-0. Jorge Costa juntamente com Vítor Baía, lá estava mais uma vez como capitão de equipa para levantar o mais cobiçado troféu a nível de clubes. Como sempre as ruas da cidade do Porto encheram-se de portistas que esqueciam todos os seus problemas do dia-a-dia para unicamente festejarem a grande vitória do seu clube.
A temporada de 2004/05 foi de mudanças tanto de treinadores como de vários jogadores. A nível interno o F.C. Porto conquistou a Supertaça em Coimbra ao vencer o S.L. Benfica por 1-0 através de um grande golo de Quaresma. Quanto a nível internacional, na Liga dos Campeões chegou aos oitavos de final onde foi eliminado pelo Inter de Milão, mas em Dezembro o nome do Futebol Clube do Porto voltou a correr mundo depois da conquista da Taça Intercontinental no Japão onde os portistas derrotaram a equipa colombiana do Once Caldas. Mais uma vez foi Jorge Costa que ergueu pela última vez a Taça Intercontinental que sagrou o F.C. Porto como Campeão do Mundo de Clubes.
Para 2005/06 chegou um treinador holandês que vinha rotulado de disciplinador. Com ele Jorge Costa passou a ser a quarta opção e só jogou na pré-época. Assim Jorge Costa mais uma vez, vê-se obrigado a deixar o seu clube de sempre e rumar ao estrangeiro onde se juntou ao seu ex-companheiro do F.C. Porto, Sérgio Conceição, no Standard de Liége, clube onde viria a terminar a sua brilhante carreira de futebolista em Outubro de 2006.
Em Dezembro desse mesmo ano começa uma nova fase da sua vida ao ser treinador adjunto de Rogério Gonçalves no S.C. Braga, para em Fevereiro de 2007 assumir o comando técnico dos bracarenses depois da saída de Rogério Gonçalves. Manteve-se a treinador dos minhotos até que em Outubro o clube prescindiu dos seus serviços. Em 2008/09 assumiu o comando técnico do S.C. Olhanense e levou os algarvios de novo ao escalão máximo do futebol portugues, isto depois de se ter sagrado Campeão Nacional da 2ª Liga. Jorge Costa continuou em Olhão na temporada seguinte. No verão de 2010 passou a treinar a Académica de Coimbra, no entanto em dezembro desse mesmo ano abandonou o comando dos estudantes e ao mesmo tempo anunciou que deixaria o mundo do futebol. Mas o afastamento durou poucos meses porque em Maio de 2010 assinou pelos romenos do F.C. Cluj, onde conquistou o Campeonato Romeno. Em Abril de 2012 foi afastado pela direcção do comando técnico do clube romeno. Rumou depois ao Chipre para comandar o A.E.L. Limassol na temporada de 2012/13 e o Anorthosis Famagusta F.C. em 2013/14, no entanto regressa a Portugal em Fevereiro de 2014 para assumir o comando do F.C. Paços de Ferreira, consegue manter o clube pacense na 1ª Liga mas deixa o clube no final da temporada. Em Julho de 2014 aceitou o convite da Federação do Gabão para ser o treinador da sua Selecção Nacional.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
8 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
7 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés Como treinador
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato da Roménia

11 de maio de 2008

Américo

Américo Ferreira Lopes nasceu no dia 27 de Fevereiro de 1933 em Santa Maria de Lamas.
Ingressou no Futebol Clube do Porto no início da década de 50 onde foi suplente de Barrigana. Foi depois emprestado ao Boavista F.C. e regressou ao F.C. Porto na época de 1958/59 ainda a tempo de se sagrar Campeão Nacional sob a orientação de Bella Guttman, isto quando era o terceiro guarda-redes da equipa, depois de Pinho e Acúrcio.
A sua estreia com a camisola dos dragões aconteceu no dia 21 de Dezembro de 1952 no Campo Estrela onde os portistas defrontaram o Lusitano Ginásio Clube de Évora, numa partida a contar para a 10ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1952/53.
A partir da temporada de 1963/64 passou a ser o guardião titular da baliza dos Dragões, lugar que manteve nas cinco épocas seguintes.
No dia 16 de Setembro de 1964 foi o guarda-redes titular na equipa que conseguiu a primeira vitória do F.C. Porto nas competições europeias ao derrotar o Olimpique de Lyon por 3-0 no Estádio das Antas.
Na época de 1967/68, contribuiu para o F.C. Porto conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o V. Setúbal por 2-1.
Conquistou ainda por sete vezes a Taça Associação de Futebol do Porto.
Vestiu a camisola da Selecção Nacional por 15 vezes e esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra de 1966, onde foi um dos três portistas do plantel Português. Nesse Mundial não foi utilizado, facto que o treinador Otto Glória confessou anos depois que o seu maior erro foi não ter dado a titularidade a Américo em vez de José Pereira quando retirou Carvalho.
Terminou a carreira na temporada de 1969/70, devido a uma grave lesão num joelho.

Palmarés
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

4 de maio de 2008

Dmitri Alenitchev


Dmitri Alenitchev nasceu no dia 20 de Outubro de 1972 em Veliki Luki.
Começou a sua carreira de futebolista Professional na época de 1991 pelo Lokomotiv de Moscovo, onde se manteve até 1993.
Em 1994 mudou-se para o Spartak de Moscovo onde ficou até 1998. No Spartak ganhou por três vezes o Campeonato da Rússia, e em 1997 foi eleito o jogador do ano. As boas exibições no clube Russo, valeram-lhe a transferência para o A.S. Roma de Itália.
Na primeira época com a camisola do clube da capital italiana, ainda foi utilizado com regularidade, mas na época seguinte foi emprestado ao Perugia.
Na temporada de 2000/01 ingressou no Futebol Clube do Porto e logo nesse seu ano de estreia venceu a Taça de Portugal ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0 na final. Venceu também a Supertaça após vencer o Boavista F.C. por 1-0 em Vila do Conde.
A temporada de 2001/02 foi de mudança de treinador, com a saída de Octávio Machado e a entreda de José Mourinho. O F.C. Porto terminou o campeonato em 3º lugar e por isso iria jogar a Taça UEFA da época seguinte.
Em 2002/03, os portistas dominaram e conquistaram o Campeonato Nacional, Venceram a Taça de Portugal ao derrotarem o União de Leiria por 1-0 no estádio do Jamor. Mas o ponto alto da época foi a Final da Taça UEFA que o F.C. Porto disputou contra o Celtic de Galsgow em Sevilha e onde ganhou por 3-2, com Alenitchev a marcar o segundo golo dos Dragões.
Na temporada seguinte o Futebol Clube do Porto sagrou-se Bi-Campeão e venceu a Supertaça. A principal conquista da época aconteceu em Gelsenkirchen onde se disputou a Final da Liga dos Campeões onde o F.C. Porto derrotou o A.S. Mónaco por 3-0 e mais uma vez com um golo de Alenitchev. O jogador Russo tornou-se um dos poucos jogadores a marcarem golos em finais internacionais consecutivas.
No final dessa temporada Dmitri Alenitchev deixou o F.C. Porto para regressar ao seu pais de origem e ingressar no Spartak de Moscovo onde terminou a sua brilhante carreira de futebolista no dia 4 de Maio de 2008.
Em 2011 abraçou a carreira de treinador e comandou a formação de sub-19 da Selecção russa, ingressou depois no F.K. Arsenal Tula e no inicio da temporada de 2015/16 assumiu o comando do F.K. Spartak Moscovo, tendo levado o clube moscovita ao título de Campeão da Russia em 2016/17. Em 2017/18 mudou de ares para treinar o F.C. Yenisey.
Dmitri Alenitchev é ainda recordado pelos adeptos portistas com grande saudade por toda a sua classe, profissionalismo e elevada capacidade técnica. Foi sem duvida alguma, um dos melhores estrangeiros que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto no jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés como Jogador
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
3 Campeonatos da Rússia

Palmarés como Treinador
1 Campeonato da Russia