30 de março de 2008

Sérgio Conceição


Sérgio Paulo Marceneiro Conceição nasceu em Coimbra no dia 14 de Novembro de 1974.
Depois de ter vestido as camisolas do F.C. Penafiel, Leça F.C. e F.C. Felgueiras, Sérgio Conceição ingressou no plantel do Futebol Clube do Porto para a temporada de 1996/97 sob as ordens de António Oliveira. Jogador rápido que começou por jogar a lateral, depressa de afirmou como extremo podendo actuar tanto no lado direito como no lado esquerdo do ataque.
Logo no seu primeiro ano de Dragão ao peito Sérgio Conceição sagrou-se Campeão Nacional tendo apontado um golo no campeonato. Na temporada seguinte a sua importância foi ainda mais evidente, e voltou a sagrar-se Campeão Nacional tendo apontado nove golos no campeonato, a isso juntou a vitória na Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga por 3-1 no estádio do Jamor.
As boas exibições ao serviço do Futebol Clube do Porto valeram-lhe a transferência para a S.S. Lazio por 10 milhões de euros. Nas épocas de 1998/99 e 1999/2000 ao serviço do clube italiano venceu na primeira época a Taça dos Vencedores das Taças ao derrotar os espanhóis da Mallorca por 2-1, ao que juntou a conquista da Supertaça italiana. Na segunda época ao serviço dos italianos venceu o campeonato italiano, a Taça de Itália e a Supertaça Europeia.
Na época seguinte ingressou no Parma F.C. onde manteve o estatuto de titular.
Na temporada de 2001/02 transferiu-se para o Inter de Milão clube que representou durante duas temporadas, mas que perdeu influencia e a titularidade na equipa.
Regressou ao S.S. Lazio na época de 2003/04 mas na reabertura do mercado de transferências rescindiu o contracto que o ligava ao clube italiano para regressar a Portugal e assinar pelo Futebol Clube do Porto até ao final da temporada. Mas o regresso ao clube do seu coração não foi o mais feliz e no final da época deixou os azuis e brancos e rumou à Bélgica para ingressar no Standard Liége. Na primeira temporada ao serviço dos belgas, foi considerado o melhor jogador da época 2004/05.
No final da época de 2006/07 deixou o Standard para ir jogar no Kuwait na equipa Al-Qadsia S.C. onde permaneceu até ao final do ano de 2007.
Já no mês de Janeiro de 2008 esteve muito perto de se transferir para a Académica de Coimbra mas acabou por rumar a Grécia para se juntar ao treinador Fernando Santos no PAOK de Salónica, onde terminou a sua carreira em Novembro de 2009. Passou depois a Director-Técnico do clube grego e em 2010/11 regressou à Bélgica e ao Standard de Liége para assumir o cargo de treinador-adjunto.
Em Janeiro de 2012 assumiu o comando técnico do S.C. Olhanense. Alguns problemas com o presidente do clube algarvio marcaram a sua estadia em Olhão e foi sem grande surpresa que em Janeiro de 2013 bateu com a porta e abandonou o Algarve. Poucos meses depois assumiu o comando técnico da Académica de Coimbra. Na época de 2014/15 passou a orientar o S.C. Braga e na temporada seguinte passou a treinou o V. Guimarães. Em Dezembro de 2016 rumou a França para ser o novo treinador do F.C. Nantes.
Pela Selecção Nacional estreou-se em 1996 no estádio das Antas num jogo contra a Ucrânia que Portugal venceu por 1-0, sendo na altura orientado por Artur Jorge. Esteve presente no Campeonato da Europa disputado na Bélgica/Holanda onde brilhou no jogo contra a Alemanha quando foi o autor dos três golos com que a Selecção de Portugal derrotou os alemães. Marcou também presença no Campeonato do Mundo da Coreia/Japão onde Portugal acabou por não ser feliz.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida a Deco.

Palmarés
1 Taça dos Vencedores das Taças
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato de Itália
1 Taça de Itália
1 Supertaça de Itália

24 de março de 2008

Artur de Sousa (Pinga)

Artur de Sousa (Pinga), nasceu na ilha da Madeira no dia 30 de Setembro de 1909.
Começou a sua carreira ao serviço do Marítimo S.C. e não demorou a despertar a cobiça dos dirigentes do Futebol Clube do Porto, onde chegou nos finais do ano de 1930. A sua contratação pelo clube azul e branco esteve envolta em alguma polémica, tendo mesmo os dirigentes do clube maritimista acusado o F.C. Porto de falsificação de documentos.
Polémicas à parte, Pinga desde cedo começou a cativar os adeptos portistas porque era dono de uma técnica invejável, tinha um fantástico domínio de bola e era um jogador completo porque tanto atacava como ajudava a defender.
Formava o grande meio-campo do Futebol Clube do Porto nos anos 30 juntamente com: Acácio Mesquita e Valdemar Mota, que ficaram conhecidos como: “os três diabos do meio-dia”. O nome apareceu depois de na época do natal de 1933 o F.C. Porto ter disputado 2 jogos, o primeiro foi contra uma Selecção de Budapeste em que os portistas venceram por 7-4. Uma semana mais tarde foi a vez de realizar novo jogo mas desta vez contra uma das equipas mais poderosas da altura, o First de Viena. O jogo foi ao meio-dia, e o F.C. Porto venceu por 3-0. Sobre isso, Pinga disse o que pensava antes da sua despedida como futebolista: “Nós os três... Aquilo é que era jogar... Que desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...”.
Foi durante muitos anos considerado como o melhor jogador português de futebol, e tinha uma grande importância para a Selecção de Portugal onde se estreou no dia 30 de Novembro de 1930 para defrontar a Selecção da Espanha.
Em Julho de 1946 foi a festa da despedida de Pinga com a realização de um jogo contra uma Selecção que era formada por jogadores do Sporting, Belenenses, Académica e Benfica. Quando deixou o terreno de jogo do Estádio do Lima, estava emocionado e com lágrimas nos olhos por toda aquela multidão também emocionada, lhe estar a acenar com lenços e a gritar o seu nome.
Depois da despedida, Pinga tornou-se treinador e iniciou o percurso no Tirsense onde viveu mais um momento de glória quando a sua equipa eliminou o Sporting C.P. da Taça de Portugal. Regressou ao Futebol Clube do Porto para ser treinador adjunto e mais tarde tomou conta dos mais jovens para ensinar aquilo que tão bem tinha feito enquanto futebolista.
Faleceu em 1963 vítima de cirrose. Esta sepultado no mausoléu do Futebol Clube do Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal
13 Campeonatos do Porto
3 Campeonatos do Funchal
Jogos: 400
Golos: 394

16 de março de 2008

Teófilo Cubillas


Teófilo Juan Cubillas Arizaga nasceu no dia 8 de Março de 1949 na cidade de Lima no Peru.
Foi uma das estrelas máximas do futebol peruano da década de 70 e um dos melhores futebolistas sul-americanos de todos os tempos.
Iniciou a sua carreira no Alianza de Lima. Com apenas 16 anos teve a sua estreia na equipa principal e logo no ano seguinte, em 1966, foi o melhor marcador do campeonato com um registo de 19 golos. Voltou a repetir o feito em 1970 ao apontar 22 golos no campeonato.
Em 1972 foi eleito o melhor jogador sul-americano relegando para o segundo lugar Pelé. Nesse mesmo ano foi o marcador máximo da Taça dos Libertadores e na época seguinte foi contratado pelo F.C. Basel da Suiça onde apenas permaneceu 6 meses mas que foi o bastante para se sagrar Campeão.
Na temporada de 1973/74 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto onde durante três épocas foi o dono da camisola numero 10 e apontou 65 golos em 108 jogos oficiais. Apesar de não ter conquistado nenhum título na sua passagem pelos azuis e brancos, Cubillas foi autor de grandes golos que ainda hoje são recordados pelos adeptos que tiveram o privilégio de o verem jogar, adeptos esses que o consideram o melhor jogador estrangeiro que já passou por Portugal.
Curiosamente o Futebol Clube do Porto viria a vencer a Taça de Portugal na época em que Cubillas deixou os Dragões em 1976/77.
Na temporada seguinte regressou ao seu país para voltar a defender as cores do Alianza de Lima por 2 anos onde se sagrou Bi-Campeão.
Em 1979 rumou aos Estados Unidos para jogar pelos Fort Lauderdale Strikers, e nos cinco anos em que vestiu a camisola do clube da Florida marcou 59 golos e converteu-se no melhor goleador da história do clube. Contra o Aztecas de Los Angeles, Cubillas marcou três golos em apenas minutos. Deixou o clube em 1984 quando já tinha 35 anos para regressar mais uma vez ao Alianza de Lima.
Retirou-se oficialmente em 1986 com 36 anos de idade, num jogo em que participaram diversas estrelas do mundo inteiro. Em 1987, depois da tragédia em que morreram todos os jogadores do Alianza de Lima, Cubillas voltou a jogar pelo seu clube e retirou-se definitivamente em 1988, mas deixando bem patente que a sua forma, classe e capacidade técnica permanecia intacta.
Cubillas também brilhou com a camisola da sua Selecção. Em 1970 o Peru qualificou-se para o Campeonato do Mundo a realizar no México depois de ter eliminado a Argentina que fazia parte do seu grupo. No Mundial o Peru chegou aos quartos-de-final onde foi eliminado pelo Brasil por 4-2 com os golos peruanos a serem apontados por Cubillas. O Mundial de 1974 disputou-se sem a presença da Selecção Peruana que não conseguiu a qualificação, mas venceu no ano seguinte a Copa América. Em 1978 o Campeonato do Mundo teve lugar na Argentina e depois de na primeira fase a Selecção do Peru ter ficado em primeiro lugar, com Cubillas a apontar 3 golos, não foram alem da segunda fase. O último Mundial em que Cubillas participou foi no ano de 1982 em Espanha, mas a Selecção Peruano ficou em ultimo lugar no grupo.
Em Março de 2012 visitou a Cidade do Porto e também o Estádio do Dragão. Foi homenageado pelos antigos colegas de equipa e pelo Presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.
Actualemte Teófilo Cubillas vive na Florida onde tem uma escola de futebol para jovens.

Palmarés
1 Copa América
2 Campeonatos do Peru
1 Liga Suiça
1 Supertaça da Suiça

9 de março de 2008

João Pinto


João Domingos da Silva Pinto nasceu no dia 21 de Novembro de 1961 em Vilar do Andorinho, Vila Nova de Gaia.
Começou a jogar futebol no Clube de Futebol de Oliveira do Douro quando tinha 12 anos. Aos 14 anos ingressou no Futebol Clube do Porto, e enquanto fazia a sua formação no clube das Antas jogou em todas as posições, excepto a guarda-redes.
Na temporada de 1980/81 passou a fazer parte da equipa sénior, tendo conquistado nessa temporada a Taça Associação de Futebol do Porto. Em 1982/83 já com Pedroto a treinador, João Pinto conseguiu a titularidade a lateral direito.
Na época de 1983/84 venceu de novo a Taça Associação de Futebol do Porto e conquistou a sua primeira Taça de Portugal ao derrotar o Rio Ave F.C. no estádio do Jamor por 4-1. Apenas duas semanas mais tarde marcava presença na cidade Suiça de Basileia para defrontar a Juventus F.C. de Itália na Final da Taça dos Vencedores das Taças, infelizmente a equipa portista não conseguiu levar de vencida a formação italiana.
Nas duas temporadas seguintes sagrou-se Bi-Campeão.
Em 1986/87 o Futebol Clube do Porto não conseguiu conquistar o titulo nacional, mas mais importante do que isso sagrou-se Campeão Europeu na cidade de Viena na Áustria ao derrotar na Final os alemães do Bayern de Munique por 2-1. Ficou para a história o facto de João Pinto ter recebido a Taça, por ser o capitão da equipa, e não mais a largar. Sobre isso, o ex-capitão disse recentemente o seguinte: “Ainda bem que fiz isso da outra vez, porque passados 20 anos ainda apareço sempre com a taça na cabeça… (risos) Se a tivesse partilhado na altura, se calhar hoje já ninguém se lembrava de mim. Assim, ainda vão falando de mim (risos)”.
Na época seguinte, 1987/88, já sob o comando de Tomislav Ivic e com João Pinto sempre a lateral direito, o Futebol Clube do Porto venceu a Taça Intercontinental no dia 13 de Dezembro em Tóquio no Japão ao vencerem os Uruguaios do C.A. Peñarol por 2-1. O terreno de jogo em vez de apresentar o verde da relva, estava completamente branco pela neve que continuou a cair com o decorrer do desafio.
Um mês mais tarde jogou-se a segunda mão da Supertaça Europeia no estádio das Antas contra os holandeses do F.C. Ajax. O Futebol Clube do Porto partia em vantagem pois tinha ganho o jogo da primeira-mão por 1-0, resultado que repetiu no jogo disputado nas Antas e que valeu a conquista de mais um troféu Internacional para João Pinto. No final dessa temporada o F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Guimarães por 1-0.
Foi Campeão em 1989/90 de novo sob o comando técnico de Artur Jorge.
Nas temporadas de 1991/92 e 1992/93 sagrou-se Bi-Campeão já com o treinador brasileiro, Carlos Alberto Silva.
Esteve ainda nos três primeiros dos cinco títulos conquistados pelo Futebol Clube do Porto, nas épocas de 1994/95 a 1998/99.
No final da temporada de 1996/97 decidiu por um ponto final na sua brilhante carreira futebolista, e na apresentação do plantel portista aos sócios da época seguinte, despediu-se dos adeptos de uma maneira simbólica quanto entregou a camisola com o numero 2 e a braçadeira de capitão a Jorge Costa.
Foi o único jogador Português a ter a honra de ser capitão de uma Selecção Mundial aquando da festa de despedida de Zico, isto depois de já ter feito parte também da mesma Selecção Mundial na festa de Platini.
Jogou também pela Selecção Nacional onde marcou presença no Campeonato da Europa de França em 1984 e no Campeonato do Mundo do México em 1986.
Quando disputou o 67º jogo com a camisola de Portugal, João Pinto tornou-se no jogador português com mais internacionalizações, recorde que deteve até Vítor Baía o ultrapassar. Ainda assim e apesar de já estar afastado do futebol há mais de uma década, João Pinto ocupa um lugar entre os 10 jogadores portugueses mais vezes internacionais.
A despedida da Selecção aconteceu no local que sempre o idolatrou, no estádio das Antas, quando Portugal defrontou e derrotou a Ucrânia por 1-0 em 1996.
Terminada a sua carreira como jogador de futebol, João Pinto assumiu em 1997/98, o comando técnico da equipa de juniores do Futebol Clube do Porto, lugar que manteve durante sete temporadas.
Em 2004/05 foi convidado para fazer parte da equipa principal onde desempenhou durante dois anos a função de observador passando depois a treinador adjunto da equipa técnica liderada por Jesualdo Ferreira.
Na temporada de 2010/11 passou pelo comando técnico do S.C. Covilhã. Seguiu-se em 2012/13 o G.D. Chaves, tendo levado o clube flaviense à vitória no Campeonato Nacional da 2ª Divisão.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeu
1 Supertaça Europeia
9 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional 2ª Divisão (Portugal)

2 de março de 2008

Zahovic


Zlatko Zahovic nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1971 na cidade de Maribor na Jugoslávia.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Kovinar Maribor e em 1989 estreou-se nos seniores do Partizan de Belgrado onde se manteve até à época de 1992/93.
Na temporada seguinte ingressou no Vitória de Guimarães onde ganhou notoriedade e despertou o interesse de vários clubes, entre eles o Futebol Clube do Porto que o levou para as Antas no início da época de 1996/97.
Ao serviço dos azuis e brancos esteve três épocas em que se sagrou por três vezes Campeão Nacional, Venceu uma Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga no Jamor, e ainda juntou duas Supertaças conquistadas nas épocas de 1997/98 e 1998/99.
No final da temporada de 1998/99, os principais clubes europeus começaram a mostrar interesse no jogador portista, entre eles o Valência C.F. e Zahovic ficou desde logo iludido com o clube espanhol. Mas o seu destino acabou por ser a Grécia ao transferir-se para o Olympiakos de Atenas onde ajudou a conquistar o Campeonato da Grécia. Mas o relacionamento com o então treinador da equipa grega acabou por não ser o melhor e o jogador esloveno deixou o clube para se mudar para o tão desejado Valência F.C.
Em Espanha esteve na época de 2000/01, onde não conseguiu ganhar qualquer título e só a chegada à final da Liga dos Campeões se destaca. Na final realizada na cidade italiana de Milão, o Valência F.C. defrontou o Bayern de Munique e o resultado ao fim dos 90 minutos foi um empate a uma bola, com o mesmo resultado se chegou ao final do prolongamento e foi necessário as grandes penalidades para decidir o vencedor. A equipa alemã foi a mais feliz ao vencer por 5-4, e Zahovic foi um dos jogadores chamados a marcar um penalti mas permitiu a defesa do Guarda-redes Oliver Kahn.
Na época de 2001/02, regressou a Portugal para ingressar no S.L. Benfica, onde se manteve até abandonar o clube a meio da temporada de 2004/05. Enquanto esteve no clube lisboeta juntou mais uma Taça de Portugal e um Campeonato Nacional ao seu palmarés.
Em 2004/05 mudou-se para a Croácia para jogar pelo Dínamo de Zagreb onde terminou a sua carreira.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato da Grécia
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira