31 de maio de 2009

José Alberto Costa


José Alberto Costa nasceu no dia 31 de Outubro de 1953 na cidade do Porto.
Foi um dos melhores extremos do Futebol Clube do Porto e de Portugal. Era um jogador muito rápido, forte fisicamente e que gostava de ir à linha e cruzar. Um clássico extremo-esquerdo! Não tinha propensão para o golo, mas era muito hábil nas assistências o que, associado à inegável qualidade técnica e à velocidade que imprimia ao jogo, provocava frequentemente o pânico nas defesas adversárias. Com Gomes e Oliveira fez parte de um trio atacante famoso do F.C. Porto.
Costa era um atleta muito bem dotado fisicamente; para além do futebol, praticou outras modalidades enquanto estudante do Liceu de Vila Real; no atletismo e no andebol demonstrou ser veloz e possuidor de vigor físico inestimável.
Iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do S.C. Vila Real, transitando depois para os seniores. Na capital transmontana, cedo se evidenciou como jogador de auspicioso futuro.
Chegou a Coimbra – à Universidade e à Académica – no início da época desportiva de 1971/72. Na "Briosa" notabilizou-se a ponto de ser chamado à Selecção Nacional (1977/78) e de despertar o interesse dos maiores clubes portugueses.
Ingressou no F.C. Porto pela mão de Pinto da Costa (na altura, Chefe do Departamento de Futebol) e logo na primeira temporada (1978/79), em que alinhou em 24 jogos do Campeonato, se sagrou campeão nacional. A equipa, sob as ordens do "Mestre" José Maria Pedroto, obteve o "bicampeonato". Costa foi vital na conquista do título; o meio-campo portista havia perdido Ademir (Celta de Vigo) e Octávio (Vitória de Setúbal), mas a sua classe deu estabilidade e agressividade à equipa.
Seguiram-se mais cinco épocas e meia nas Antas, treinado, para além de Pedroto, por Artur Jorge e pelo austríaco Herman Stessl. E acrescentou ao seu palmarés 1 Campeonato Nacional, 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças Cândido de Oliveira e 2 Taças Associação de Futebol do Porto. Em Basileia, Suíça, participou na primeira final europeia do F.C. Porto, em 16 de Maio de 1984, frente à Juventus F.C. na edição de 1983/84 da Taça das Taças.
O nome de José Alberto Costa ficou ligado ao chamado "verão quente" de 1980 quando um grupo de 15 jogadores, de que ele fazia parte juntamente com Lima Pereira, Oliveira, Octávio, Jaime Pacheco, Sousa, Frasco e Fernando Gomes, entre outros, se solidarizou e auto-suspendeu em defesa de Pedroto e Pinto da Costa que haviam entrado em "rota de colisão" com o Presidente Américo de Sá.
Com o advento de Vermelhinho (que se estreou, a jogar, na época 1983/84) e Paulo Futre (1984/85), perdeu preponderância na equipa azul-e-branca. Fez apenas 5 jogos (suplente utilizado) na temporada em que chegou o frenético Futre. Contudo, realça-se a influência e a autoridade de líder que Costa exerceu no balneário do F.C. Porto até à sua saída, em Janeiro de 1985, para o Vitória de Guimarães.
Na "cidade berço" realizou uma excelente época de 1985/86, apesar dos seus 32 anos.
Depois jogou uma temporada no Marítimo S.C. e, no Funchal, terminou a carreira de futebolista em junho de 1987.
Foi internacional A por 24 vezes e, ainda como jogador da Académica de Coimbra, fez a sua estreia na Selecção no dia 8 de Março de 1978, em Paris, no "amigável" disputado por Portugal frente à França.
Na 2ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, marcou o golo da nossa vitória contra os E.U.A. Vestiu pela última vez a "camisola das quinas" em 28 de Outubro de 1983, no jogo de apuramento para o Euro-84 com triunfo (1-0) sobre a Polónia. José Costa não participou em qualquer grande competição internacional de selecções, jogando todavia o apuramento para os europeus de 1980 e 1984 e para o Mundial de 1982.
Costa, que dispõe de sólida formação académica (concluiu uma licenciatura na Universidade de Coimbra), encetou a carreira de treinador após terminar a de futebolista. Integrou, primeiro, os quadros da F.P.F. coadjuvando Juca, o Seleccionador Nacional (1987/89); depois os escalões de formação (1989/91) e a Selecção principal (1991/93), secundando Carlos Queirós. Com Queirós foi igualmente treinador adjunto no Sporting C.P. (1994/95), no Metro Stars de Nova York (1996), no Nagoya Grampus, Japão, (1996/97), na Selecção dos Estados Unidos (1998/99) e na Selecção dos Emiratos Árabes Unidos (1999).
Já como treinador principal prossegue a carreira no F.C. Famalicão (2.ª Liga), em Dezembro de 2001 ingressa no Varzim S.C. (1.ª Liga), passando depois pelo G.D. Chaves (2003/04). A seguir é contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Em Julho de 2008 voltou a ser escolhido por Carlos Queirós para integrar a equipa de observadores da Selecção Nacional. Em 2010 ingressou como adjunto na Académica de Coimbra, esteve depois 2 anos a comandar os iranianos do Sanat Naft Abadan Club e em 2013/14 regressou a Portugal para orientar a formação B do S.C. Braga.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

24 de maio de 2009

Tetra-Campeões


Com o campeonato a terminar hoje, fica esta homenagem a todos os jogadores, equipa médica, equipa técnica
e dirigentes, que deram o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Tetra-Campeão pela segunda vez na sua história.

17 de maio de 2009

Miguel Arcanjo

Miguel Arcanjo Arsénio de Oliveira nasceu no dia 13 de Maio de 1932 em Nova Lisboa, Angola.
Foi um excelente defesa-central, dotado de boa técnica e sentido posicional, muito querido dos adeptos do Futebol Clube do Porto onde militou durante 12 anos.
Ingressou no clube com apenas 19 anos, pouco depois, foi vítima de um problema na vista que ter-lhe-ia interrompido a carreira, não fosse a intervenção pronta e cuidada de Cesário Bonito, médico de profisssão e presidente do F.C. Porto. Com efeito, Cesário Bonito foi responsável pela operação à retina que em 1951 salvou Miguel Arcanjo da cegueira. O angolano viria a ser um dos maiores jogadores do F.C. Porto.
A sua estreia com a camisola portista aconteceu no dia 1 de Novembro de 1953 no Campo dos Arcos em Setubal onde os Dragões empataram 1-1 com os sadinos numa partida a contar para 5ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1953/54.
Mas só com a chegada do treinador Dorival Yustrich atingiu o objectivo de singrar no futebol português. A época de 1955-56, com a obtenção da "dobradinha" (Campeonato Nacional e Taça de Portugal), foi o ponto de partida para a grande carreira de Arcanjo. Formou com Virgílio e Osvaldo Cambalacho um trio defensivo fantástico.
Na época 1956/57 o F.C. Porto participou na 2ª edição da Taça dos Clubes Campeões da Europa, como Campeão Português em título (1955/56). Os dragões defrontaram o Athletic Club Bilbao e Miguel Arcanjo alinhou em ambos os jogo da eliminatória, na estreia dos Dragões em provas da UEFA.
Na temporada 1958/59 voltou a ser campeão, com Béla Guttmann, numa defesa em que sobressaía ao lado de Virgílio, Barbosa e do polivalente Monteiro da Costa. Conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por oito vezes.
Nas 12 temporadas que representou o F.C. Porto, Miguel Arcanjo disputou 316 jogos oficiais e conquistou 12 Títulos.
Miguel Arcanjo foi internacional em 9 vezes e jogou na fase de qualificação da Selecção para o Mundial de 1966, em Inglaterra. Ao invés dos seus colegas de clube, Américo, Festa e Custódio Pinto, não esteve na fase final da competição.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
8 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

10 de maio de 2009

Paulinho Santos

João Paulo Maio dos Santos (Paulinho Santos), nasceu no dia 21 de Novembro de 1970 em Caxinas, Vila do Conde.
Começou a jogar futebol no Rio Ave F.C. tendo-se estreado nos seniores na temporada de 1989/90. No clube de Vila do Conde jogou durante três épocas onde disputou 82 partidas tendo apontado 1 golo.
Na temporada de 1992/93 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e logo nessa primeira época aos serviço dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional. Um feito que viria a repetir por mais seis vezes, com a particularidade de ser um dos cinco jogadores da história do F.C. Porto a estar em todos os campeonatos conquistados na caminhada do Penta-Campeonato.
Venceu a Taça de Portugal por cinco vezes e a Supertaça Cândido de Oliveira igualmente por cinco ocasiões.
A juntar a todas essas conquistas, tem ainda no seu palmarés a vitória na Taça UEFA de 2002/03, embora tenha sido pouco utilizado na caminhada até à Final de Sevilha.
Representou a Selecção Nacional por 30 vezes, onde apontou dois golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 em Inglaterra.
No final da temporada de 2002/03 colocou um ponto final na sua carreira futebolística.
Passou depois a integrar as equipas técnicas dos escalões de formação do F.C. Porto. Em 2012 passou a ser um dos adjuntos na equipa principal, lugar que ocupou até ao final da temporada de 2013/14. Em 2014/15 mudou-se para a equipa B dos Dragões para ocupar o mesmo cargo.

Palmarés
1 Taça UEFA
7 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

3 de maio de 2009

Cesário Bonito


Cesário Bonito nasceu no dia 1 de Agosto de 1909 em Peso da Régua.
Foi o 25º Presidente do Futebol Clube do Porto.
Presidiu o clube em três períodos diferentes: de 1945 a 1948, de 1955 a 1957 e de 1965 a 1967.
A sua ligação ao F.C. Porto começou quando ainda era criança já que jogou futebol na equipa de infantis. Seguiu depois os caminhos da medicina para ser Médico de profissão.
Em 1943 assume o cargo de vice-presidente, e dois anos depois assume pela primeira vez o cargo de presidente do clube.
Foi durante esta sua primeira passagem pela liderança dos destinos dos Dragões, que se deram importantes avanços para a construção do Estádio das Antas.
Havia na altura as hipóteses de se construir o estádio em Vilarinha, ou nas Antas. Cesário Bonito sempre defendeu a segunda hipótese, e foi o responsável pela compra dos terrenos em 1948.
Depois da sua primeira passagem pela presidência, passou a relator, e em 1950 a Presidente da Assembleia Geral.
Em 1955 foi de novo eleito para Presidente. Neste seu segundo mandato, viu o F.C. Porto a sagrar-se Campeão Nacional, após um jejum de 16 anos, e a vencer também a Taça de Portugal. Uma equipa que era orientada por Dorival Yustrich. Foi ainda neste seu segundo mandato que foi inaugurado o Lar do Jogador.
Outro caso que ficou marcado neste período foi o adiamento de parte da F.P.F. de um jogo disputado no Estádio das Antas entre o F.C. Porto e o Sporting C.P. Porque o jogador leonino, José Travassos, tinha ficado retido no aeroporto de Madrid devido ao nevoeiro. O Dr. Cesário Bonito revolta-se e protesta indignado. A Federação Portuguesa de Futebol irradia-o e suspendeu por 3 anos outros elementos da Direcção. Mas nem assim o Presidente do F.C. Porto se calou e como o escândalo começou a ter repercussões até no estrangeiro, a F.P.F. recuou, levantou os castigos e assim acabou por ser imposta a justiça.
Cesário Bonito voltou a liderar os destinos do clube entre 1965 a 1967, passando depois a Presidente do Conselho Fiscal.
Em 1952 foi agraciado com o título de Sócio Honorário do F.C. Porto e em 1983 recebeu a mais importante distinção do clube que foi de Presidente Honorário.
Faleceu no dia 4 de Setembro de 1987.