27 de abril de 2008

Acácio Mesquita


Acácio Pereira Mesquita nasceu no dia 18 de Julho de 1909 no Porto.
Aos 10 anos de idade o seu pai inscreveu-o como sócio do Futebol Clube do Porto e entrou na escola de infantis do clube portista, onde recebeu os ensinamentos de Abel Aquino, que dirigia a escola de infantis.
Desde cedo revelou habilidade para a prática do futebol, pelo que ascendeu à primeira categoria de infantil onde foi Campeão.
Passou depois para as terceiras categorias que disputavam o Campeonato Regional. Aí ficou uma época, passando as segundas categorias, que correspondiam à equipa B.
Duas épocas mais tarde passaria ao grupo de honra. Mas antes, já tinha sido seleccionado para o Porto – Lisboa. Entretanto o avançado Resberg regressa ao seu país e Acácio Mesquita é chamado a preencher aquela vaga, fixando-se definitivamente no lugar de avançado-centro da categoria de honra do Futebol Clube do Porto.
Aos 17 anos é internacional, suplente, em Milão, Paris e Sevilha. Depois foi Internacional contra a Espanha e França.
Acácio Mesquita fez parte do grande meio-campo portista juntamente com Waldemar Mota e Pinga. Os três foram apelidados de “os três diabos do meio-dia” quando por alturas do natal de 1933 o Futebol Clube do Porto defrontou e venceu as melhores equipas da Europa, jogos que foram disputados ao meio-dia.
Em futebol foi duas vezes Campeão Nacional. Mas foi também um praticante de atletismo ao mais alto nível. Conservou durante oito anos o recorde nacional de triplo salto e foi Campeão Regional de triplo salto, salto em comprimento, 110 metros barreiras e 4 x 100 metros.
Fez ainda parte da equipa de basquetebol, onde demonstrou igualmente valor invulgar.
Um atleta com tão rico palmarés não pode ficar ignorado na história do Futebol Clube do Porto.
Faleceu no dia 30 d Maio de 1945. Encontra-se sepultado no mausoléu do F.C. Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Campeonato Nacional 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal
11 Campeonatos do Porto

20 de abril de 2008

José Maria Pedroto

José Maria Pedroto nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Lamego.
Quando tinha sete anos, o seu pai que era militar, foi colocado num quartel na cidade do Porto e levou toda a família consigo. Quando o pai morreu, Pedroto foi para o Colégio Araújo Lima perto do Campo da Constituição onde começou a dar os primeiros pontapés na bola se calhar tentando imitar o seu ídolo da altura, o jogador do Futebol Clube do Porto, chamado Pinga.
Quando tinha 10 anos a família mudou-se para Pedras Rubras e fundou juntamente com um grupo de amigos o F.C. Pedras Rubras onde era o Presidente e também o capitão da equipa de futebol.
Com 18 anos de idade começou a jogar nos juniores do Leixões S.C. actuava no meio-campo onde começou a demonstrar todo o seu talento. Sobre um jogo da sua carreira nos juniores do Leixões S.C. contou um curioso episódio: “No final de um jogo disputado no Bessa, a certa altura pedi a bola ao guarda-redes, driblei quantos adversários me apareceram pela frente, incluindo o guarda-redes contrário e, sozinho, parei a bola em cima do risco da baliza. Ufano, puxei os calções, alisei o cabelo e, cheio de sobranceria, toquei o esférico com o calcanhar para dentro da baliza. No fim do desafio os colegas levaram-me aos ombros para as cabinas. Mas o treinador Armando Martins pregou-me um sermão que até me fez chorar. Nunca mais esqueci essa lição de que um futebolista deve jogar para a sua equipa e não para a galeria”.
Depois veio a obrigação para prestar serviço militar no Algarve mais propriamente em Tavira onde ingressou na Escola de Sargentos Milicianos. Foi jogar para o Lusitano de Vila Real de Santo António que na altura estava na 1ª divisão. Na época seguinte o Lusitano ficou em ultimo lugar mas Pedroto atraiu as atenções primeiro do C.F. Belenenses que lhe ofereceu 25.000 escudos e mais 25.000 ao Lusitano. Antes de assinar contrato com os azuis de Belém, apareceu o Futebol Clube do Porto que lhe fez uma oferta de 80.000 escudos mas Pedroto já tinha dado a sua palavra aos homens do C.F. Belenenses e não voltou atrás. Era um jogador muito rápido e fazia grandes passes para os seus companheiros, apesar de não ter uma compleição física por aí além, possuía um enorme talento e técnica.
Na época de 1952/53 de novo o F.C. Porto insistiu para o levar para a cidade invicta, Pedroto pediu 150.000 escudos e os portistas aceitaram no que foi a mais cara transferência até então no futebol português.
Esteve no Futebol Clube do Porto oito temporadas onde foi Campeão Nacional por duas vezes e venceu uma Taça de Portugal.
Na época de 1955/56 o F.C. Porto, sob o comando técnico de Dorival Yustrich, terminou com um jejum de 15 anos sem vencer o campeonato sangrando-se Campeão Nacional e também conquistou a Taça de Portugal ao vencer na final o S.C. União Torreense. Pedroto alinhou em 24 jogos e marcou 2 golos.
Em 1958/59 repetiu a conquista no campeonato nacional, já com Bela Guttman a treinador tendo José Maria Pedroto alinhado em apenas 5 partidas.
No final da temporada de 1959/60, pôs um ponto final na sua carreira de jogador, passando imediatamente a treinador tendo assumido o comando técnico das camadas jovens do F.C. Porto e também dos juniores da Selecção Nacional onde conquistou o Torneio Internacional da UEFA. Passa depois para treinador da Académica de Coimbra onde esteve duas épocas, seguindo-se depois o Leixões S.C. e o Varzim S.C. em 1965/66.
Na temporada de 1966/67 realizou o seu sonho ao tornar-se treinador da equipa principal do Futebol Clube do Porto. Esteve três épocas nas Antas onde conquistou uma Taça de Portugal em 1967/68 ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1.
Logo depois da saída algo atribulada do F.C. Porto, Pedroto ingressou no Vitória de Setúbal onde permaneceu no comando técnico da equipa por 5 épocas. Sob o seu comando, os sadinos não conquistaram nenhum título, mas ficaram por uma vez em segundo lugar, três terceiros lugares e um quarto lugar, e atingiu por duas vezes os quartos de final da Taça UEFA.
Na época de 1974/75 mudou-se para o Boavista F.C. onde permaneceu duas épocas. Nessas duas épocas acumulou o cargo de treinador da Selecção Nacional.
Na temporada de 1976/77 Pedroto regressa ao Futebol Clube do Porto e Vence a Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga na final.
Na época seguinte sagrou-se Campeão Nacional e o F.C. Porto quebrou o longo jejum de 19 anos sem ganhar o campeonato.
Em 1978/79 levou o F.C. Porto ao título de Bi-Campeão.
Na época seguinte ficou em segundo lugar a escassos dois pontos do Sporting C.P. que ganhou o campeonato. No final dessa temporada, Pedroto foi afastado do comando técnico dos portistas pelo então Presidente Amérido Sá.
Em 1980/81 ingressou no Vitória de Guimarães já com o campeonato na 9ª jornada mas ainda assim levou a equipa ao 5º lugar no final da época.
Na temporada seguinte continuou ao serviço dos vimarenenses e terminou o campeonato com um quarto lugar.
Para a época de 1982/83 e já com Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência do Futebol Clube do Porto, Pedroto regressa ao clube das Antas.
Na época seguinte conquista a Taça de Portugal ao vencer na final o Rio Ave F.C. por 4-1. No entanto à 10º jornada do Campeonato Nacional, Pedroto foi obrigado a deixar de orientar os portistas por causa de lhe ser diagnosticado um cancro. Em Janeiro de 1984 foi para Londres onde viria a ser internado, e deixa o comando dos Dragões a António Morais. Em Maio e já em casa, assistiu à final da Taça dos Vencedores das Taças entre o F.C. Porto e a Juventus F.C. de Itália, onde os transalpinos foram mais felizes.
No dia 7 de Janeiro de 1985 e com 56 anos de idade, José Maria Pedroto acabou por não conseguir vencer a doença que o levou do mundo dos vivos. Ficou sepultado no cemitério de Agramonte, no mausoléu do Futebol Clube do Porto.

Palmarés como jogador
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Taças Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
1 Taça Associação de Futebol do Porto

13 de abril de 2008

Futre


Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu no dia 26 de Fevereiro de 1966 no Montijo.
Foi na sua terra que começou a dar nas vistas quando jogava futebol de cinco na equipa do Cancela do Montijo.
Aos 15 anos entrou para a formação do Sporting C.P. e na época de 1983/84 estreou-se na equipa principal do clube leonino onde desde cedo demonstrou ter grande importância para a equipa. Tendo consciência que já era um jogador importante para a equipa, Paulo Futre propôs a renovação do contrato com uma melhoria de ordenado. Os dirigentes sportinguistas não aceitaram, e apareceu o Futebol Clube do Porto interessado em o levar para as Antas onde assinou um contrato condizente com as suas reais qualidades por 3 épocas.
No clube azul e branco sagrou-se Bi-Campeão nos dois primeiros anos tendo também conquistado uma Supertaça e foi um dos jogadores de todo o plantel portista que mais contribuiu com preciosas assistências para o goleador Fernando Gomes vencer a Bota de Ouro.
Apesar de na temporada de 1986/87 o Futebol Clube do Porto não ter vencido o campeonato, essa foi a época em que Futre mais brilhou. Com exibições de grande nível no campeonato nacional, foi no entanto a nível internacional que viria a brilhar com mais intensidade. Pela primeira vez na sua história o Futebol Clube do Porto disputava uma final dos Clubes Campeões Europeus e igualmente Futre estreava-se numa final europeia. Nesse jogo contra os alemães do Bayern de Munique, Paulo Futre deixou bem vincado todo o seu encanto perante o olhar de toda a Europa do futebol.
No final dessa brilhante época deixou as Antas e rumou ao Atlético de Madrid, uma transferência que valeu aos Dragões 630 mil contos.
Em Espanha Futre continuou a espalhar a sua arte pelos relvados e venceu duas Taças do Rei.
A meio da temporada de 1991/92 ingressou no S.L. Benfica, com a RTP a adiantar o dinheiro para a contratação, onde venceu uma Taça de Portugal. No final do ano deixou o clube da luz onde se despediu com a seguinte frase: “O ambiente no balneário era mau, como eu compreendo Pacheco e Paulo Sousa! Aquele Benfica é... nada!”
Na época seguinte foi para França jogar no O. Marselha mas não chegou a estar uma temporada inteira no clube francês já que com a época a decorrer rumou a Itália para assinar pela A.C. Reggiana. Mas na estreia com a camisola do clube italiano o azar bateu-lhe à porta e sofreu uma grave lesão. Recuperou e mudou-se para o A.C. Milan em 1995/96, e na temporada seguinte nova mudança de clube e de país para jogar em Inglaterra no West Ham. Mas já estava numa fase de declínio tendo mesmo anunciado o final da sua carreira. Mas pouco depois regressou ao futebol e a jogar no Atlético de Madrid, mas só o fez durante uma temporada, porque viajou para o outro lado do mundo para jogar no Yokohama F.M. do Japão, clube pelo qual conquistou a Taça do Japão. Depois dessa experiência abandonou em definitivo a carreira de futebolista quando corria o ano de 1998.

Palmarés
1 Taça dos Campeões Europeus
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Taças de Espanha
1 Campeonato de Itália
1 Taça do Japão

6 de abril de 2008

Tri-Campeões


Esta semana a homenagem é para todos os jogadores, equipa técnica, e dirigentes do Futebol Clube do Porto que ajudaram a conquistar mais um Campeonato Nacional, e o segundo Tri-Campeonato da história do clube azul e branco.