17 de junho de 2013

Malagueta

Serafim dos Anjos Mesquita Pedro (Malagueta), nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1947 em Benguela; Angola.
Deu início à sua carreira de futebolista nas camadas jovens do Sport Benguela e Benfica, um clube da sua terra natal.
No começo da temporada de 1966/67 chegou a Portugal para representar o Futebol Clube do Porto que era na época treinado por José Maria Pedroto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 19 de Março de 1967 no estádio Dias Garcia, em São João da Madeira, onde os portistas empataram 1-1 com o A.D. Sanjoanense, num jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1966/67.
Malagueta passou pelas Antas em dois períodos diferentes. No primeiro, vestiu a camisola portista durante três temporadas, entre 1966/67 e 1968/69, onde apesar de ser ainda bastante jovem e não jogar com muita regularidade, fez parte do plantel que venceu a Taça de Portugal na temporada de 1967/68, com os Dragões a derrotarem o V. Setúbal por 2-1 na final disputada no Estádio do Jamor.
Em 1969/70, transferiu-se para o F.C. Barreirense, clube onde se manteve três épocas.
Em 1972/73 regressou ao F.C. Porto, que era comandado pelo técnico chileno Fernando Riera.
Na temporada seguinte ingressou no S.C. Espinho onde jogou até ao final da época de 1977/78, para depois se transferir para o G.D. Peniche, clube que representou em 1978/79, tendo terminado a sua carreira no final dessa mesma temporada.
A sua curiosa alcunha herdou-a do seu pai que tinha sido também futebolista e ficava com as faces bastantes rosadas com o esforço do decorrer dos jogos.
Malagueta faleceu em Junho de 1986 em Benguela.

Palmarés
1 Taça de Portugal

3 comentários:

Armando Pinto disse...

Jogador de estilo elegante, era muito habilidoso e dava gosto vê-lo jogar, quando se interessava pelo jogo (pois a maior parte das vezes abordava as jogadas com muita lentidão, de quase vaidade). Era no entanto algo triste em sua fisionomia, em campo, dando ideia de haver sempre qualquer coisa a contrariá-lo ou a fazê-lo perder o interesse. Foi pena não ter havido nenhum treinador que o tivesse conseguido domar, como se diz quanto a modificar, em alteração de comportamento. Chegando a viver fora do futebol uma vida desregrada, a pontos de no serviço militar ter sido castigado (falou-se que esteve em trabalhos num forte, etc.); e acabou por se perder.

Anónimo disse...

Possuimos um recorte de jornal em que dão noticia da sua morte e que
ilustrada com uma foto(de samarrão vestido e a engraxar sapatos a um cliente).

Morreu na miséria...

Ficou célebre o trio... "Djalma, Malagueta e Chico Gordo". Lembram-se?

Hoje seria impossível na a actual estrutura...

tiago rede disse...

Era o meu tio avô