1 de abril de 2013

Bené

Benedito Lacerda Ribeiro, mais conhecido no mundo do futebol como “Bené”, nasceu no dia 25 de Janeiro de 1941 em Santos; Brasil.
Chegou a Portugal no início da temporada de 1963/64 para ingressar no V. Setúbal, mas os sadinos já tinham as vagas para jogadores estrangeiros preenchidas e Bené acabou por rumar ao S.C. Leixões. Em Matosinhos permaneceu durante sete temporadas, onde alinhou em 159 jogos oficiais e marcou 13 golos.
Em 1970/71 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 13 de Setembro de 1970 no Estádio de são Luis em Faro onde os portistas defrontaram o S.C. Farense, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1970/71.
Nas quatro épocas que esteve nas antas, Bené não conseguiu vencer nenhum título, mas viveu algumas partidas gloriosas e que ficaram na história do clube e na memória de quem as viu. Uma das mais vibrantes foi talvez o jogo contra o S.L. Benfica no dia 31 de Janeiro de 1971, em que os Dragões venceram por 4-0, com Lemos a apontar todos os golos e três deles com assistência de Bené. Já em 1972, os portistas viajaram até ao Brasil onde foram medir forças com o C.R. Vasco da Gama. No estádio do Maracanã, o F.C. Porto venceu o encontro por 1-0.
Bené enquanto futebolista do F.C. Porto disputou 94 partidas oficiais e marcou 2 golos.
Na temporada de 1974/75, Bené ingressou no S.C. Espinho, para na temporada seguinte regressar a Matosinhos e ao Leixões S.C., porem, na época de 1976/77, transferiu-se para o S.C. Lamego. Em 1977/78, mais uma vez voltou ao Leixões S.C., seguindo-se depois uma breve passagem pelo F.C. Penafiel.

3 comentários:

Anónimo disse...

Dos mais tecnicistas brasileiros que vimos no fcporto.

Chegou com Abel (benfica), Manhiça e Manuel Duarte(sporting), Armando (braga), o brasileiro Joaquinzinho e o angolano... Séninho.

Escaparam à época desastrosa anterior de 1969/70, a pior da história do Clube.

O meio campo faria inveja ao de hoje, senão veja-se... BENÉ, PAVÃO e C PINTO.

E a própria equipa:

- Rui (Armando)
- Gualter
- Manhiça (V Nunes)
- Rolando
- Valdemar (Leopoldo)

- Béné (H Ernesto)
- Pavão (Ed Gomes)
- C Pinto (Ricardo)

- Abel (Chico Gordo)
- Lemos (Joaquinzinho)
- Nóbrega (Séninho)

Outros tempos. Faltava organização e disciplina; e um... pinto da Costa (o antigo e não o actual)

Armando Pinto disse...

Concordo plenamente com o comentário anterior, que só é pena ser anónimo. Análise essa que está bem feita e o Bené, tal como outros desse tempo, passou ao lado de fazer história grandiosa no F C P por motivos conhecidos, do velho sistema e males internos, também.

dragao vila pouca disse...

O ressabiamento anti-PC está sempre presente, tudo serve ao anónimo Adriano para debitar ódios de estimação.

Bené, não era rápido, mas era um médio de classe, acima da média e fez parte de uma equipa que esteve perto do título. Um empate 0-0 nas Antas frente à Académica e a derrota na Cuf deitaram tudo a perder. Foi pena, o jejum podia ter acabado mais cedo.

Abraço