4 de julho de 2010

Valdemar


Valdemar de Barros Pacheco nasceu no dia 26 de Outubro de 1943 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol no clube da sua terra, o Aliados Futebol Clube de Lordelo, mas ainda júnior chegou ao Futebol Clube do Porto. Na condição de júnior fez parte do plantel que disputou o Torneio Internacional de Juniores da UEFA de 1961. Nesse mesmo ano, Valdemar subiu à categoria de sénior dos portistas.
Foi emprestado durante uma temporada ao C.F. União de Lamas e em 1964 voltou às Antas, só que teve de cumprir o serviço militar obrigatório e assim foi na época de 1965/66 que voltou ao F.C. Porto e começou a ser um jogador importante na defesa dos Dragões.
O ponto alto da sua carreira foi a Final da Taça de Portugal de 1968 em que o F.C. Porto venceu o V. Setúbal por 2-1 com Valdemar a apontar o primeiro golo do jogo.
Conquistou também a Taça Associação de Futebol do Porto em 1962/63 e 1965/66.
No final da temporada de 1973/74 deixou o F.C. Porto e na temporada seguinte ingressou no S.C. Espinho onde terminou a sua carreira.

Palmarés
1 Taça de Portugal
2 Taças Associação de Futebol do Porto

5 comentários:

Armando Pinto disse...

Um possante defesa, que ficou na História por esse portentoso golo na final da Taça / 68. Integrante de boas equipas onde pontificava, junto com o grande guarda-redes Américo, mais Alberto Festa, Custódio Pinto, Jaime Silva, Nóbrega, e outros, que apenas não tiveram mais hipóteses por ter sido nos tempos mais assanhados do sistema imperial-salazarista, como se viu na selecção do Mundial / 66, onde não se foi além do 3º lugar por causa dessaS POLÍTICAS, VINDO ANOS DEPOIS O SELECCIONADOR Manuel Luz Afonso LAMENTAR-SE, ARREPENDIDO, POR NÃO TER POSTO A JOGAR O AMÉRICO...

dragao vila pouca disse...

Defesa polivalente e que tinha um excelente pontapé. Pena ter jogado nos tempos das vacas magras, onde apenas ganhamos a Taça ao Setúbal. É um grande portista, que encontro às vezes no Dragão.

Um abraço

Anónimo disse...

Certo!

Valdemar
- "o quadrado",

Leopoldo,
- "o bacalhau" e o

Jaime,
- "o ventoinha"


Agora são todos,

- "os mercenários".

Dragão Maronês disse...

Eu vi!
Com estes dois olhos que a terra há-de comer, o golo que ele marcou ao Vitória de Setúbal no Jamor. A nossa fome de vitórias, nesse tempo, era uma fome de etíope, embora às vezes chegássemos a sentar-nos à mesa. Mas quando chegava o momento de comer éramos afastados ou porque fazia sol, ou porque fazia chuva, ou por isto, ou por aquilo ou simplesmente porque sim. E pronto!
Era o tempo das vacas magras e do "bezerro de ouro" que era como Pedroto passou a designar o banqueiro Pinto de Magalhães a partir da época de 1969 quando aí fomos nós, por nossa iniciativa, a entregar o ouro (O Campeonato) aos bandidos. Era um tempo em que nós os Portistas em Lisboa e nos seus arredores, quase nos conhecíamos todos uns aos outros e eu ainda adolescente ouvia o Sr. Guilhermino Oliveira alma mater da Casa do F.C.Porto de Lisboa, então na Avª da Liberdade, a lamentar-se da dificuldade de manter o seu filho fiel ao Porto, dado que a hegemonia dos galináceos da 2ª Circular era avassaladora e as migalhas que deixavam cair eram apanhadas pela lagartada.Já nesse tempo não se importavam de ser segundos.
Como tudo isto está longe, e como o Porto cresceu entretanto.
Quando o Porto foi Campeão Europeu em 1987 lembro-me de ter pensado que já não ia morrer sem ter visto o meu Porto Campeão Europeu e depois disso já o vi Campeão Europeu outra vez e mais Campeão Intercontinental e Vencedor da Taça UEFA e da Supertaça Europeia e tantos Campeonatos Nacionais e tantas Taças de Portugal e quase todas as Supertaças nacionais e, desconfio que ainda hei-de vê-lo Campeão Europeu outra vez.
A única chatice é que eu estou a começar a envelhecer. Mas ao menos envelheço de barriga cheia.
Bibó Porto!!!

Dragão Azul Forte disse...

Valdemar: um grande defesa com pontapé canhão.
Dragão Maronês: grande portista e um excelente comentário.
Um abraço.