23 de março de 2015

Guilherme do Carmo Pacheco

Guilherme do Carmo Pacheco foi o 4º presidente do Futebol Clube do Porto.
Já desempenhava a função de Secretário-Geral quando José Monteiro da Costa era o presidente, depois da morte do re-fundador do clube, em Janeiro de 1911 e da breve passagem de Júlio Garcez de Lencastre pela presidência dos Dragões, Guilherme do Carmo Pacheco assumiu o cargo de presidente depois de ter sido eleito na assembleia-geral realizada no dia 21 de Setembro de 1911.
Manteve-se à frente dos destinos do F.C. Porto até Maio de 1912, o seu trabalho foi de tal forma apreciado pelos sócios que em assembleia-geral marcada a 1 de Novembro de 1913 foi nomeado Sócio Honorário, passando a ser o primeiro presidente do clube com essa distinção.
Foi durante o seu mandato que o F.C. Porto conseguiu a sua primeira vitória sobre um clube estrangeiro, quando no dia 17 de Março de 1912 os espanhóis do Real Fortuna de Vigo saíram do Campo da Rainha com uma pesada derrota por 4-1.

2 comentários:

Pinto Felgueiras disse...

Sobre este grande dirigente do passado no F C Porto, descobri ainda há pouco umas informações no site de cultura da Câmara Municipal de Lousada, vila onde estudei dois anos e trabalhei no seu Centro de Saúde em anos recentes, também concelho vizinho do de Felgueiras (Distrito do Porto), que revela a sua ligação a terras do Vale do Sousa:
«17 de maio 1881
Nascimento, no Porto, de Guilherme do Carmo Pacheco, senhor da Casa das Vinhas (Nevogilde). Mandou apear a pedra de armas da fachada poente da Casa das Vinhas, por ter sido alterada na sua estrutura, de modo a permitir o alargamento do caminho público em calçada à portuguesa. Presidente e secretário do FC Porto (1911-1912) e primeiro sócio honorário da história do clube. Diretor do “Jornal de Notícias”. Presidente da Câmara de Vila Flor (Trás-os-Montes).»

Armando Pinto

Aníbal Bettencourt Pacheco disse...

O meu avô, Guilherme Pacheco, seria mais do que tudo, um amigo do próximo, dedicando-se toda a sua vida, com todo o seu entusiasmo e saber, às oportunidades que lhe eram oferecidas, muitas e muitas vezes, sem qualquer benefício próprio. Foi Juiz Delegado, e também Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, em Bragança. Assumiu também, brilhantemente (como era seu apanágio), a Direcção do Jornal de Notícias do Porto, (que seria herança de seu filho, pela mãe), desenvolvendo o J N, através de formas criativas, como a oferta de pequenos anúncios, que catapultaram, o Jornal de Notícias, para o jornal Nacional, com maior tiragem. Como devoto Monárquico, sentiu o revés, de chegar á Câmara Municipal de Vila Flor, pela manhã, e encontrar lançada no chão a sua bandeira monárquica, e como não achasse correcto o triste acontecimento, foi perseguido, tendo por fim, que exilar-se incognitamente, na Biscaia em Espanha, na companhia de um empregado rural, tendo que, os dois se deslocaram a cavalo, a tão longínquo lugar, no país vizinho. Foi também administrador rural, tendo sido em Vila Flor, um grande produtor de Vinho do Porto (propriedades de sua mulher, no Vale da Vilariça), sendo que, já naquele tempo atingia mais de 300 pipas de vinho beneficiado/o Retinto da Quinta do Vale da Cal, aparecendo anos mais tarde a filoxera (doença da vinha), deitando tudo a perder. Inúmeras Instituições, como Cooperativas Agrícolas e não só, faziam jus, em convidá-lo para as respectivas presidências, sempre procurando o seu conhecimento, sensatez e bondade (a troco de nada). Curvo-me respeitosamente, pela memória do meu avô Guilherme, esperando que descanse em paz!