2 de agosto de 2009

Sousa


António Augusto Gomes de Sousa nasceu no dia 28 de Abril de 1957 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira nas categorias jovens da A.D. Sanjoanense e cumpriu apenas seis meses nos juniores, porque o treinador da equipa principal o chamou para os seniores quando tinha apenas 16 anos.
Até 1975 permaneceu no clube da terra, até ao dia em que o seu trabalho e valor o levaram ao S.C. Beira-Mar. Em Aveiro, Sousa cresceu, tornou-se ídolo e depressa passou a ser alvo da cobiça de vários clubes.
Na época 1979/80 aceitou o convite para ingressar no Futebol Clube do Porto cuja equipa era treinada por José Maria Pedroto.
Representou os Dragões durante oito épocas e foi o primeiro jogador do Clube a marcar um golo numa final europeia, em Maio de 1984, em Basileia, para a Taça das Taças contra a Juventus F.C.
Sousa, que indubitavelmente triunfou de dragão ao peito, acabou por só ser campeão nacional uma vez, em 1987/88 (sob o comando de Tomislav Ivic), isto porque deixou o clube em 1984/85 para representar o Sporting C.P. e, curiosamente, o F.C. Porto acabou por ser campeão nacional nas duas épocas em que ele esteve ao serviço dos leões. Regressaria à Invicta em 1986/87 sagrando-se Campeão da Europa e vencendo, no ano seguinte, a Taça Intercontinental. Ainda durante essa época, voltaria a evidenciar-se numa final europeia quando marcou o golo da vitória do F.C. Porto na segunda mão da Supertaça Europeia, frente ao Ajax F.C. nas Antas.
O seu percurso no F.C. Porto chegaria ao fim na época 1988/89 quando foi um dos dispensados no processo de renovação da equipa principal, facto que nunca digeriu bem, porque estava a jogar ao seu nível, com frescura e motivação, e até porque Artur Jorge lhe dissera, semanas antes, que contava com ele para a temporada seguinte. Regressou então ao S.C. Beira-Mar, onde esteve mais quatro épocas, ao longo das quais ainda disputou uma final da Taça de Portugal, com derrota perante o F.C. Porto (1-3). Em final de carreira representou ainda o Gil Vicente F.C. e a A.D. Ovarense (1994/95). Depois manteve-se ligado ao futebol como treinador, cumprindo um trajecto que lhe era familiar: início na A.D. Sanjoanense (1995/96), a que se seguiu o S.C. Beira-Mar, desde Janeiro de 1997 a 2004. Um longo percurso marcado pela vitória na Taça de Portugal de 1997/98, selada com um golo fantástico do filho
Sousa converteu-se também numa das grandes referências do seu tempo, até pela longevidade de uma carreira que por pouco não atingia o número mágico de 500 jogos no Campeonato Nacional – fez 483! Ainda é hoje o segundo jogador com maior número de encontros na I Divisão (o primeiro é Manuel Fernandes com 485 jogos).
Na Selecção Nacional cumpriu, sempre como titular, a totalidade dos encontros efectuados nas fases finais do Campeonato da Europa de Futebol de 1984 em França e do Campeonato do Mundo de Futebol de 1986 no México.

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal

elaborado por Fernando Moreira

4 comentários:

dragao vila pouca disse...

António Sousa, conhecido pelo apelido de Solas, foi um craque, mas um craque que custava a engrenar. Primeiras voltas, raramente havia Sousa para alguém, mas quando ficava em forma, saíssem da frente que o homem era fogo! Bom remate, técnica irreprensível, passada larga, aberturas a mudar o flanco com passes de 50 metros, etc, fizeram dele um dos melhores médios da história do F.C.Porto e do futebol português.

Traíu o F.C.Porto quando foi para o Sporting, por dinheiro, rescindindo o contrato por falta de condições psicológicas - naquela altura era permitido - e isso nunca mais lhe perdoei e custou-me muito vê-lo, passados 2 anos, voltar - embora compreendesse as razões que levaram P.Costa a contratá-lo.

Um abraço

Nuno Nogas disse...

Gostava de fazer os guarda redes bater com a cabeça nos postes, pois o seu forte era o remate de longe, cheguei a ver o Menzo (gr do Ajax) bater com a cabeça no poste duas vezes no mesmo jogo, isto ao serviço do sporting, pois o mesmo já conhecia o pontapé do Sousa da final da supertaça europeia de 87, onde este fez um golaço nas Antas do "meio da rua",
Na marcação de livres directos era também exímio ...

Anónimo disse...

Lembro-me que herdou a camisola 10 deixada por Futre, quando este foi para Espanha. Pontapé canhão. marcou em Basileia e é um dos históricos do clube. Não me importava nada de o ver como adjunto de trenador no Dragão.

Anónimo disse...

Sousa era um rematador nato. Ainda me lembro quando havia no Porto quase uma guerra para ver quem marcava os livres. Herdou a 10 de Futre, mas também a 9 do Gomes no Prater.

RS