23 de agosto de 2010

Rui


Rui Fernando de Sousa Teixeira nasceu no dia 27 de Setembro de 1942 na Mealhada.
Deu início à sua carreira no mundo do futebol nas camadas jovens do clube da sua terra natal e depois de um curta passagem pelo C.F. Belenenses, chega no ano de 1958 aos juniores do Futebol Clube do Porto.
Começa desde logo a brilhar na baliza dos jovens Dragões e isso valeu-lhe a chamada à Selecção Nacional de juniores que em 1960 participou no Torneio Internacional da UEFA na Áustria. Em 1961 e ainda na Selecção júnior, desta vez treinada por José Maria Pedroto, Rui disputou o Campeonato Europeu que teve lugar em Lisboa e onde alcançou a vitória no torneio.
Assim não foi de estranhar que na temporada de 1961/62 e com apenas 19 anos, fizesse parte do plantel principal, mas onde encontrou a concorrência de Américo e raramente saiu do banco de suplentes. Só em 1964/65 é que o jovem guarda-redes começou a jogar com regularidade e dividiu a titularidade da baliza portista com Américo. Mas na temporada seguinte voltou ao banco de suplentes e apenas na temporada de 1969/70 é que foi novamente titular, mas isso não foi motivo para recordar durante muito tempo já que essa época o F.C. Porto utilizou mais 4 guarda-redes e terminou o campeonato em 9º lugar.
Na temporada de 1970/71 e com Tommy Docherty a treinador, Rui continuou a ser o dono da baliza o que aconteceu durante mais duas temporadas.
Em 1973/74 e com a chegada do técnico Bella Guttman, foi mais uma vez relegado para o banco de suplentes e teve que medir forças com Tibi.
1976 foi o ano do regresso de José Maria Pedroto ao F.C. Porto e também o de Rui ao banco de suplentes.
Rui ainda representou os Dragões durante as temporadas de 1977/78, onde disputou 1 jogo e 1978/79, onde não foi utilizado. Venceu ainda duas Taças de Portugal em 1967/68 e 1976/77, assim como cinco Taças Associação de Futebol do Porto (1961/62, 1962/63, 1963/64, 1964/65 e !965/66).
Rui esteve todas as 18 temporadas que realizou em sénior ao serviço dos Dragões, o que é uma raridade e um exemplo de amor ao clube.
Actualmente é treinador dos guarda-redes da equipa de Sub19.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
5 Taças Associação de Futebol do Porto

8 comentários:

dragao vila pouca disse...

Rui, o eterno nº 2 que chegou a número 1.

Era bom guarda-redes, mas longe da categoria de um Américo...

Trabalha no clube, como treinador de gurda-resdes, na formação.

Um abraço

Luis disse...

Este blog é excelente, presta grande serviço ao Portismo.
Aqui reaviva-se a história do nosso Clube.Quem não tem passado não tem futuro,felizmente temos uma história longa e bonita.

Obrigado

Anónimo disse...

Li num livro desses tempos, da colecção Ídolos do Desporto sobre outro guarda-redes que foi para Lisboa, que o Rui esteve para ir para o Benfica e que ele queria ir, mas o Porto é que o não deixou ir, por causa das críticas dos sócios, como tinha permitido com o Serafim. Por isso foi de toda a justiça terem-lhe dado a hipótese de jogar o último quarto de hora do último jogo do campeonato de 1977/78, para também ser campeão. No ano seguinte já não jogou, o suplente do Fonseca era o Torres.

jorge mamede disse...

Um grande abraço do Mamede que reside na Mealhada.

Anónimo disse...

Que saudades, meu garanhão!!!!
Eras um grande homem!!
E não eras mau guarda-redes, também...
Saudades, Rosa.

Will Cort disse...

Eu lembro do Rui. Era um guarda-redes com alguma qualidade, mas jogava mal com os pés.

Anónimo disse...

Confesso que adorei rever-te nesta fotografia. Fez-me lembrar dos bons velhos tempos e das poucas vezes que me visitaste.
Sei que as nossas vidas entretanto se separaram, cada um seguiu o seu caminho, mas se um dia destes quiseres vir tomar um chã comigo, já sabes que serás bem recebido. Deixo-te o meu contacto: 911845087
Um beijo de saudades, Rosa.

Anónimo disse...

O Rui chamou a atenção do portista Padre Ferreira Dias (pároco de Casal Comba), pela classe que já evidenciava na baliza do Grupo desportivo da Mealhada. Foi o padre Ferreira Dias que o indicou ao F.C. do Porto e foi decisivo na sua transferência para a cidade invicta.