12 de julho de 2009

Jaime Pacheco


Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia 22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Aliados Lordelo.
Mais tarde, foi fazer uma experiência ao F.C. Porto e foi contratado por José Maria Pedroto para a temporada 1979/1980.
Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting C.P. motivando mais uma zanga entre os dois clubes, mas regressou ao F.C. Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar Campeão Europeu, em 1987, e vencer a Taça Intercontinental assim como a Supertaça Europeia.
Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da Selecção Nacional. Como jogador, venceu uma vez o Campeonato Nacional, duas vezes a Taça de Portugal, três vezes a Supertaça Cândido de Oliveira e duas Taças Associação de Futebol do Porto, sempre ao serviço do F.C. Porto. Saiu das Antas para representar, por esta ordem, o Vitória de Setúbal, o F.C. Paços de Ferreira, o S.C. Braga, o Rio Ave F.C. e o União Paredes.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/93 quando ainda era jogador do F.C. Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções.
Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ou assumir o comando do União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o F.C. Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior não fosse o União de Lamas ter desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais.
Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o V. Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias.
Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista F.C. se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os axadrezados ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista F.C. alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões. Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista F.C. à vitória no Campeonato Nacional.
Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no R.C.D. Mallorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista F.C. onde esteve uma temporada.
Ainda passou depois pelo V. Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do C.F. Belenenses. Em 2009/10 viajou para a Arábia Saudita onde foi treinar o Al-Shabab de Riyadh durante uma temporada. Em 2011 rumou à China para comandar o Beijin Guoan F.C. durante dois anos. Passou depois pelo Egito para orientar o Zamalek S.C. Em 2014/15 voltou à Arabia Saudita e ao Al-Shabab F.C. e no verão de 2016 voltou à China para treinar o Tianjin Teda F.C. 

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Era um jogador de qualidae que conjugava técnica com força, um trinco de qualidade, que também jogou a lateral esquerdo, no tempo de Pedroto e depois, de Artur Jorge.

Não sei porquê, quando passou a treinador, e principalmente, no Boavista, começou a ter um discurso contra o F.C.Porto, que nunca percebi muito bem...
Aquela conferência de imprensa em que se recusou sentar para não prestar vassalagem ao F.C.Porto, foi patética!

Um abraço

Anónimo disse...

Gosto do Jaiminho. É humilde e simples. Sabe de bola. Uma equipa técnica com ele e o Sousa, era de considerar.

Anónimo disse...

O jaime foi grande jogador e treinador, pena naquela altura de jogador não ter o espírito de guerreiro que teve no final da carreira em paços e que depois levou para o Bessa. Acho que faz falta à primeira liga... ele e Inácio.

RS