19 de abril de 2009

Tomislav Ivic


Tomislav Ivic nasceu no dia 30 de Junho de 1933 em Split, Croácia.
Foi futebolista do Hajduk Split, começando por ser extremo-esquerdo até se afirmar definitivamente a médio. Aos 34 anos terminou a sua carreira de jogador e tirou o curso de treinador, que lhe valeu, em 1968, estrear-se nessa nova função nas camadas jovens do Hajduk Split.
Cinco anos depois passou a técnico principal e venceu 3 Taças da Jugoslavia (1973, 1974 e 1976), e 2 Campeonatos (1974 e 1975).
Em 1977 transferiu-se para o Ajax F.C. e foi logo Campeão na sua primeira época ao serviço do clube holandês, no entanto na época seguinte voltou ao Hajduk Split onde foi novamente Campeão.
Em 1980/81 assumiu o comando técnico do R.S.C. Anderlecht e mais uma vez sagrou-se Campeão. Saiu do clube belga no final da época de 1981/82 e esteve na temporada seguinte sem treinar, para na temporada de 1983/84 rumar à Turquia para ser o treinador do Galatasaray S.C. No fim dessa época esteve perto de treinar o S.L. Benfica, mas bateu com a porta passadas duas semanas. Foi depois para Itália, para orientar o U.S. Avellino mas não foi bem sucedido e na temporada seguinte partiu para a Grécia onde treinou o Panathinaikos A.O. Em 1986/87 voltou à Croácia para treinar o Dínamo de Zagreb.
Na temporada de 1987/88 chegou ao Futebol Clube do Porto. No comando técnico dos Dragões, Ivic venceu a Taça Intercontinental, a Supertaça Europeia, a Taça de Portugal e ainda se sagrou Campeão Nacional com 15 pontos sobre o segundo classificado, isto quando a vitória dava 2 pontos. Saiu no final dessa temporada que também ficou marcada por alguns problemas com Fernando Gomes.
Em 1990/91 treinou o Paris S.G. para na temporada seguinte mudar-se para o O. Marselha. Em 1992/93 aceitou o convite para treinar o S.L. Benfica, mas ao fim de cinco meses foi despedido.
Na temporada de 1993/94 voltou ao Futebol Clube do Porto para substituir o brasileiro Carlos Alberto Silva. Na segunda passagem pelo clube das Antas não conheceu a felicidade da primeira e em Janeiro de 1995 colocou o lugar à disposição. Voltou à Croácia para ficar ligado à FIFA e organizar o futebol do seu país.
Ainda voltou a treinar o O. Marselha durante a temporada de 2000/01, mas no final dessa época abandonou definitivamente a carreira de treinador.
Faleceu no dia 24 de Junho de 2011 devido a problemas cardíacos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Campeonatos da Jugoslávia
3 Taças da Jugoslávia
1 Campeonato da Holanda
1 Campeonato da Bélgica

7 comentários:

RicFCP disse...

Foi obreiro de uma das melhores épocas de sempre do FCP e é, com toda a cerreza, um dos nomes grandes da nossa história. E foi ele quem lançou Rui Barros.

Contudo, a 2ª passagem pelas Antas revelou-se um fracasso total!

A frase "Gomes é finito" e a substituição deste perto do fim do jogo, na Supertaça Europeia, impedindo-o de, como capitão, ser ele a levantar o troféu (e a assobiadela monumental a essa substituição) e o futebol extremamente defensivo que a equipa praticava fizeram com que nunca os sócios e adepto do FCP se identificassem com este treinador.

Penso que na segunda época em que cá esteve foi aquela em que eu a menos jogos ao vivo assisti, tal era o mau futebol exibido! Contudo, lembro-me também do tremendo aplauso que recebeu (meu incluído) quando veio às Antas, como dirigente (não tenho presente qual o cargo que ocupava na altura), penso que do Standard Liège.

dragao vila pouca disse...

Meu caro, um grande treinador e um grande senhor. Pegou no F.C.Porto após o título europeu, com uma equipa já a precisar de renovção e obviamente, isso não facilitou a sua missão, que mesmo assim, e apesar de alguma contestação, fo muito boa com vários títulos conquistados.
Da segunda vez que voltou já não foi feliz e saiu muito prematuramente...

Assisti a vários treinos dele no F.C.Porto e posso dizer que era um craque nos pormenores. Ainda recordo uma lição que deu ao Barriga - lembras-te dele? - de domínio de bola, que nunca mais me saiu da memória.

Um abraço

Paulo Moreira disse...

Dragao vila pouca, lembro-me do Barriga, mais pelo seu curioso nome do que pelos dotes futebolísticos.

RicFCP, o Ivic na primeira passagem pelo FCP ganhou o Campeonato (com uma enorme vantagem para o 2º), ganhou também a Taça de Portugal, ou seja a tal dobradinha (o que não acontecia desde a época de 1956/57,). A isso juntou a Intercontinental e a vitória na Supertaça Europeia (única até hoje). Foi dos treinadores mais ganhadores em apenas uma temporada no FCP.
A segunda passagem não correu nada bem, mas isso não lhe tira mérito no que fez quando passou por cá pela primeira vez, e a prova foi dada pelos adeptos que o aplaudiram alguns anos mais tarde.
Na minha opinião ganhou um lugar de destaque na história do FCP.

RicFCP disse...

Paulo Moreira, é precisamente pela 1ª época que digo que "foi obreiro de uma das melhores épocas de sempre do FCP".
E eu também o aplaudi quando ele veio ao Porto alguns anos mais tarde!

Contudo penso ser mais ou menos óbvio que o Ivic nunca foi um treinador que "caísse no goto" da maioria dos adeptos (mesmo ganhando o campeonato com 15 pontos de avanço, a Taça, a Intercontinental e a Supertaça Europeia)... e o problema com o Gomes também não ajudou!

E a 2ª época foi um fracasso total.

Contas feitas, o Ivic não deixa de ser uma "estrela do FCP" apesar de eu não ter sido grande apreciador do homem enquanto treinador.

Cumprimentos,

Miguel Lima disse...

caríssimos,

apesar de Ivic não ter caído no goto dos portistas, relembro que foi graças a ele - e à sua táctica ultra defensiva - que o FC Porto foi capaz de atingir a fase de grupos da Liga dos Campeões, nessa longínqua época de 1993/1994, ao derrotarmos o Feyenoord, com um golaço do Domingos, no último minuto do jogo da primeira mão, nas Antas. e posso dizer que «eu estive lá!» [na Arquibancada, mais precisamente]

abraços e saudações portistas

Miguel

Anónimo disse...

O Ivic era um Trapattoni. Duas velhas raposas. Muita experiência, mas pouco expansivos.

Anónimo disse...

Nunca gostei do estilo do Ivic, mas há que dar o mérito de ter ganho o campeonato com 15 pontos de avanço quando a vitória sõ valia 2 pontos.

Na segunda passagem foi um burro teimoso, mas depois da figura que ele tinha feito no benfica nunca deveria ter sido contratado. Nas competições europeias destaque para uma vitória em casa 3-2 ao werder bremen, com um golaço de rui jorge, mas aquilo esteve tremido no fim.


RS